21 de Abril de 2026
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Cidades Terça-feira, 28 de Outubro de 2025, 15:45 - A | A

Terça-feira, 28 de Outubro de 2025, 15h:45 - A | A

descontrole emocional

“Começou com uma buzina e terminou em tragédia”, diz delegado sobre morte de casal

Segundo o delegado, os ocupantes do veículo que perseguia o casal serão responsabilizados por omissão de socorro, mas não há indícios de participação direta nas mortes.

Rojane Marta/Fatos de MT

O delegado Christian Alessandro, da Polícia Civil, afirmou nesta terça-feira (28.10) que o acidente que matou o casal Giovani Vinicius Curvo e Priscilla Furoni, na manhã de sexta-feira (24), no bairro CPA I, em Cuiabá, foi resultado de imprudência e descontrole emocional no trânsito. De acordo com o delegado, o casal morreu após ser perseguido por outro carro, um Chevrolet Prisma prata, em uma sequência de manobras perigosas iniciadas após uma discussão de trânsito.

“Os fatos saíram do controle. Tudo começou com uma buzina e um gesto ofensivo no trânsito. A partir daí, houve uma perseguição que terminou em tragédia”, relatou o delegado.

Segundo a investigação, o condutor do Renault Sandero branco, onde estavam as vítimas, se irritou ao ser ultrapassado pelo Prisma, buzinou de forma insistente e, em seguida, fechou o outro veículo. Na manobra, os carros chegaram a colidir levemente. O motorista do Sandero fugiu, e o Prisma passou a persegui-lo pelas ruas da cidade, primeiro com o casal e o filho de 19 anos no veículo, depois apenas o pai e o filho, após a esposa desembarcar.

“Eles alegam que a perseguição era apenas para identificar o motorista e cobrar o prejuízo, que não passava de R$ 400. Mas essa atitude gerou uma sequência de eventos que culminou no acidente fatal”, disse Christian.

Durante a fuga, o Sandero entrou na contramão em alta velocidade, avançou um cruzamento e foi atingido por uma Mercedes preta que trafegava regularmente. O carro capotou e bateu com o teto em um poste, provocando a morte imediata de Giovani e Priscilla.

“O impacto foi tão forte que inutilizou os airbags e os cintos de segurança. A colisão do teto contra o poste causou traumatismo craniano nas vítimas”, detalhou o delegado.

Os ocupantes do Prisma deixaram o local sem prestar socorro, atitude que configura crime.

“Eles passaram pelo local, viram o carro capotado e seguiram o caminho. Isso é omissão de socorro. Não há indícios de que tenham provocado diretamente o acidente, mas a conduta deles é reprovável e será responsabilizada”, afirmou o delegado.

Christian explicou que o motorista do Prisma, identificado como Manassés, e o filho serão indiciados por omissão de socorro, crime considerado de menor potencial ofensivo, com base na Lei nº 9.099/95. Já a esposa poderá ser isentada, pois havia descido do carro antes do acidente.

O delegado ressaltou que o condutor do Sandero, uma das vítimas fatais, contribuiu decisivamente para o desfecho trágico.

“As causas do acidente estão ligadas ao comportamento negligente do próprio condutor do Sandero, que trafegava em alta velocidade e avançou a preferencial. Foi uma sucessão de erros, marcada por imprudência e falta de controle emocional”, resumiu.

A Polícia Civil ainda aguarda laudos periciais e imagens de câmeras de segurança para concluir o inquérito. Caso sejam confirmadas manobras pela contramão durante a perseguição, o condutor do Prisma poderá responder também por direção perigosa.

“Foi um episódio que mostra como a raiva e o impulso podem transformar um desentendimento banal em uma tragédia com duas mortes e três pessoas respondendo criminalmente”, concluiu o delegado.

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