A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, do PL, afirmou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a comissão processante instaurada pela Câmara Municipal, mas declarou que não teme o procedimento aberto contra ela com 11 meses de mandato. Em entrevista nesta terça (25), a gestora disse que o Legislativo está exercendo sua função e que vai apresentar defesa no prazo adequado, assim que tiver acesso ao conteúdo completo do processo.
Flávia afirmou que, até o momento da entrevista, não conhecia os detalhes da denúncia. Segundo ela, por isso não cabe avaliar se a abertura da comissão é exagerada ou não. A prefeita declarou que “os vereadores são livres” e que a Câmara “está fazendo o papel dela”, ao apurar os fatos. Disse ainda que sua equipe jurídica será responsável por organizar a resposta às acusações quando houver acesso formal aos autos.
Não tenho medo de processos, tenho o devido respeito com os trâmites processuais
Questionada diretamente se teme ser cassada pela comissão processante, Flávia respondeu que não. A prefeita disse que não tem medo de processos e destacou que mantém respeito pelos trâmites legais. Ela afirmou confiar no trabalho da defesa e reforçou que todas as manifestações de mérito serão feitas dentro do processo, e não em entrevistas.
Durante a conversa, a prefeita também foi indagada sobre a lei que sancionou vetando o uso de logomarcas em uniformes escolares da rede municipal. O objeto principal da comissão processante está ligado ao uso de slogan em materiais da gestão. Ao ser perguntada se o fato de a nova lei tratar apenas de logomarcas e não mencionar slogans poderia ser usado como argumento em sua defesa, Flávia preferiu não antecipar a estratégia. Disse que não comentaria detalhes de mérito nesse momento.
Ela negou que a ausência de referência a slogans na lei tenha sido uma manobra recente para se proteger. Segundo a prefeita, o projeto já tramitava na Câmara “há alguns meses”, antes da abertura da comissão, e se trata de uma readequação da legislação que criou o kit escolar. Flávia explicou que a proposta teve como objetivo incluir itens como mochila e tênis no conjunto de materiais fornecidos aos alunos.
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