Fatos de MT
Rogerinho diz que Câmara vai votar só PCCS e deixar cargos de fora
A Câmara Municipal de Várzea Grande decidiu separar os projetos que tratam do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores municipais das propostas que criam novas secretarias, cargos e conselhos, numa tentativa de destravar ainda neste ano a votação do reajuste do funcionalismo. A informação foi confirmada pelo vereador Rogerinho Dakar nesta segunda-feira (15), ao falar com a imprensa antes de reunião com a prefeita Flavia Moretti (PL) e a Procuradoria do Município.
Segundo o parlamentar, a proposta de desmembramento surgiu após resistência dos vereadores em votar um projeto considerado “inchado” e com impacto financeiro elevado. A ideia é manter exclusivamente o texto relacionado ao PCCS, deixando para um segundo momento as mudanças na estrutura administrativa do Executivo.
Rogerinho informou que foi procurado pela prefeita para discutir o tema junto com o procurador do município, vereadores da base e da oposição. A expectativa, segundo ele, é de que a reunião resulte em um acordo que permita a aprovação do reajuste dos servidores. “Se Deus quiser, vamos sair com uma notícia excelente para os servidores públicos, que é aceitar esse aumento do PCCS”, afirmou.
O vereador disse ainda que a Câmara já tem maioria formada para aprovar o plano e que, caso não haja tempo hábil para votação imediata, os parlamentares assinaram compromisso para convocar sessão extraordinária. A intenção, segundo ele, é votar o PCCS ainda em 2025.
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Ao detalhar o desmembramento, Rogerinho foi direto ao afirmar que ficarão fora do texto itens como criação de cargos, novas secretarias, conselhos e a fusão de pastas. “Vamos votar só o PCCS do servidor público”, disse. Para o vereador, cada tema deve ser tratado em projeto próprio, evitando que pautas sensíveis acabem prejudicando a valorização do funcionalismo.
Na avaliação do parlamentar, a unificação das matérias dificultava a votação. “Um projeto tudo junto fica muito ruim. Por isso a gente defende votar separadamente”, explicou. Ele destacou ainda que criar cargos e secretarias enquanto se discute contenção de despesas gera contradição e insegurança quanto à saúde financeira do município.
Questionado sobre informações de possíveis demissões na área da saúde, Rogerinho afirmou que ainda não recebeu confirmação oficial, mas criticou a possibilidade de exonerações no fim do ano. Para ele, o momento exige cautela e alternativas que não penalizem servidores e famílias. “Acho que dá para enxugar a máquina de outro lado e não mandar pais de família embora num período tão sensível”, disse.
Por fim, o vereador reforçou que a Câmara está disposta a colaborar com o Executivo, mas defendeu responsabilidade fiscal e prioridade à valorização dos servidores. “O que nós queremos é uma Várzea Grande melhor”, concluiu.









