O deputado estadual Júlio Campos (União) avaliou a inauguração do Hospital Central, marcada para 19 de dezembro, como um momento simbólico para a saúde pública de Mato Grosso. Ele disse que o ato representa “um dia de glória”, ao lembrar que a obra começou em 1984, durante seu governo, mas foi interrompida três anos depois após corte do financiamento pela Caixa Econômica.
Campos afirmou que o governador Mauro Mendes assumiu em 2018 o compromisso de concluir o hospital quando recebeu apoio de seu grupo político. Para ele, o compromisso foi cumprido com a ampliação do projeto, que agora supera 20 mil metros quadrados. O deputado classificou a unidade como o maior hospital de referência do Estado.
Ele defendeu que a Santa Casa de Misericórdia continue funcionando em paralelo ao novo hospital. Ele citou que o prédio pode ser desapropriado por cerca de R$ 38 milhões, valor considerado baixo diante do orçamento estadual. Segundo ele, a Santa Casa possui estrutura que não pode ser desativada, como o centro de oncologia infantil, equipamentos especializados, cinco centros cirúrgicos e áreas preparadas para transplantes e tratamentos de alta complexidade.
O deputado disse que pretende atuar para que o Estado adquira o prédio e repasse a gestão à Prefeitura de Cuiabá, com manutenção compartilhada entre governo federal, Estado e município, cada um arcando com 33%. Ele afirmou ainda que tentará incluir recursos para a desapropriação na Lei Orçamentária Anual de 2026.









