16 de Abril de 2026
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Geral Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2025, 11:17 - A | A

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Cuiabá

Dr. Eugênio critica show com letras obscenas em formatura de colégio particular

Deputado relata constrangimento de famílias durante festa de alunos do ensino médio em Cuiabá

Rojane Marta/Fatos de MT

Em discurso na Assembleia Legislativa nesta quarta (04), o deputado estadual Dr. Eugênio relatou ter presenciado, em uma formatura de ensino médio em Cuiabá, a apresentação de um show com letras repletas de palavrões e conteúdo que classificou como incompatível com um ambiente familiar. O episódio, segundo ele, ocorreu durante a festa de conclusão do terceiro ano do Colégio Master, realizada no buffet Leila Maluf, com a contratação de um DJ conhecido como MC Seven, de São Paulo. O parlamentar afirmou que pais e convidados ficaram constrangidos e defendeu que escolas e organizadores de eventos estudantis passem a supervisionar com mais rigor as atrações escolhidas por comissões de formatura formadas por adolescentes.

Dr. Eugênio contou que a primeira parte da festa transcorreu de forma tradicional, com banda ao vivo e clima de celebração. O problema, segundo o deputado, começou quando o DJ iniciou o show com músicas cujas letras traziam palavras de baixo calão. Ele disse que muitos convidados passaram a se olhar sem saber como reagir e que não se sentiu à vontade nem para repetir, em plenário, o conteúdo das canções. O parlamentar declarou que se sentiu imóvel, dividido entre interromper a apresentação ou evitar ser responsabilizado por eventual tumulto na cerimônia.

Ao comentar o episódio, o deputado insistiu que não se considera um conservador “radical”, mas afirmou que a situação ultrapassou qualquer limite de razoabilidade para um evento com alunos de 16 e 17 anos. Ele relatou que as jovens cantavam as músicas como se fossem canções comuns, comparando o comportamento à naturalidade com que se canta MPB. Dr. Eugênio lembrou que é organizador do Festival Sons do Araguaia, dedicado a valorizar compositores regionais, e disse que o contraste com o que viu na formatura o levou a questionar “para onde estamos indo” em termos de referências culturais para os adolescentes.

O parlamentar reforçou que não defende censura, mas sim debate público sobre o tema e responsabilidade de todos os envolvidos. Na avaliação dele, apresentações com aquele teor deveriam ficar restritas a ambientes adultos, e não a festas de formatura frequentadas por famílias. Ele afirmou que só permaneceu em silêncio para não correr o risco de ser apontado como responsável pelo fim da comemoração, o que, na sua visão, poderia gerar repercussão negativa na imprensa.

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Durante o discurso, Dr. Eugênio contou que o DJ foi contratado pela comissão de formatura, composta pelos próprios alunos, e que, por isso, nem a escola nem o buffet teriam responsabilidade direta sobre a escolha. Ainda assim, defendeu que a direção escolar passe a acompanhar o processo com mais atenção, orientando os estudantes sobre o perfil dos artistas e o tipo de repertório. O deputado fez questão de isentar o Colégio Master de culpa, mas afirmou que o caso deve servir de alerta para que a instituição e outros colégios tenham conhecimento prévio do que será apresentado nas festas.

Ele lembrou que, em sua própria formatura de medicina, precisou entregar o discurso ao reitor para ser avaliado, citando o episódio como exemplo de controle que hoje considera exagerado, mas que, na comparação, contrasta com a ausência de qualquer filtro sobre o conteúdo das músicas na festa da filha. Dr. Eugênio disse que famílias ficaram visivelmente desconfortáveis, mencionando a presença de pessoas idosas, como os pais do deputado Faisal e a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, irmã do colega parlamentar, diante de letras que descreveu como as palavras “mais feias” do vocabulário.

Ao encerrar a fala, o deputado voltou a pedir que escolas, pais, buffets e comissões de formatura “revisem essa situação” e assumam a preocupação de preservar o caráter familiar dos eventos estudantis. Segundo ele, a discussão não é sobre proibir estilos musicais, mas sobre orientar escolhas para que festas de formatura não se transformem em palco de apresentações que choquem ou constranjam quem espera apenas celebrar a conclusão de uma etapa da vida escolar.

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