O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (18.12) que todos os envolvidos no esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS devem ser punidos. Questionado por jornalistas sobre as acusações que citam seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o presidente disse que não haverá proteção a ninguém.
“Eu tenho dito para os meus ministros e pessoas que participam da CPI: é importante que haja seriedade para investigar todas as pessoas. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. O Haddad vai ser investigado, o Rui Costa”, declarou Lula.
No mesmo dia, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma nova fase da operação que apura o esquema. Entre os alvos estão o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, que teve a prisão domiciliar decretada, e o senador Weverton Rocha (PDT-MA). A PF também pediu a prisão do parlamentar, mas o pedido foi negado pelo STF.
Outro alvo da investigação é Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde setembro e apontado como um dos principais operadores do esquema.
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Parlamentares da CPMI do INSS afirmam haver indícios de que Lulinha manteve relação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes. A suspeita é de que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil.
As informações constam em depoimento prestado à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS. A íntegra do relato ainda não foi formalmente encaminhada à CPMI, mas trechos foram apresentados a parlamentares, que defendem aprofundar as investigações sobre uma possível participação do filho do presidente.
Diante da repercussão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar eventual favorecimento indevido, conflito de interesses e uso irregular da estrutura do INSS.
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