O secretário de Educação de Várzea Grande, Igor Cunha, afirmou que a reposição salarial dos profissionais da rede está em fase final de análise e depende principalmente do impacto financeiro projetado para os próximos anos. Em entrevista, ele disse que o aumento previsto é significativo e exige planejamento que alcance 2026, 2027 e 2028. Segundo o gestor, o estudo foi apresentado há menos de um mês e deve embasar o envio do projeto de lei até a última sessão da Câmara Municipal.
Questionado sobre declarações do presidente do Sintep, que afirmou haver dinheiro em caixa suficiente para pagar a reposição, Igor disse que os valores existentes precisam cobrir todo o encerramento do exercício, incluindo o pagamento do décimo terceiro salário. Ele explicou que o município também deve considerar despesas futuras, já que os recursos não se limitam ao ano corrente. Para ele, a gestão tem a responsabilidade de equilibrar receitas e gastos para manter o funcionamento da rede de ensino.
O secretário afirmou que os recursos disponíveis incluem verbas federais destinadas à educação, administradas pela Fundação de Assistência Social e Educação (FASA). Segundo ele, esses valores são voltados ao investimento em servidores, estrutura e melhorias pedagógicas. Igor disse que o objetivo é elevar o desempenho do município em indicadores como o IDEB e preparar um projeto específico para o próximo ano.
Durante a entrevista, o gestor comentou o desgaste crescente entre profissionais da educação e relacionou o tema às mudanças sociais e ao acúmulo de responsabilidades dentro das escolas. Ele afirmou que pretende estruturar um núcleo de assistência aos servidores em 2025, diante do aumento das demandas emocionais e do impacto desse cenário no cotidiano das unidades.
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Igor disse que acompanha de perto a situação dos trabalhadores e que sua gestão tem compromisso com valorização profissional, resultados educacionais e equilíbrio financeiro. Segundo ele, a Câmara está sensível ao tema e deve apreciar o projeto assim que for protocolado.
Ao final, o secretário descartou qualquer chance de o envio do texto atrasar. Ele afirmou que, se necessário, trabalhará “24 horas por dia” para garantir que a proposta seja encaminhada e votada a tempo, já que a sessão marcada será a última do ano.









