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Jurídico Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2025, 10:42 - A | A

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Justiça

Moraes mantém prisão de morador de MT por atentado com explosivos em Brasília

Ministro do STF apontou risco à ordem pública e à instrução criminal ao negar liberdade a Alan Diego

Redação Fatos de MT

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nessa terça-feira (30.12) manter a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, detido no presídio de Comodoro, município localizado a 677 km de Cuiabá. Ele é um dos condenados pela tentativa de atentado com explosivos ocorrida nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal de 2022.

Na decisão, Moraes afirmou que permanecem presentes os requisitos legais para a manutenção da custódia cautelar. Segundo o ministro, há elementos concretos que indicam risco à ordem pública, além de possibilidade de reiteração criminosa e prejuízo ao andamento do processo caso o réu responda em liberdade.

De acordo com as investigações, Alan foi identificado como um dos responsáveis por colocar o artefato explosivo no eixo de um caminhão-tanque estacionado nas imediações do aeroporto. Após a ação, ele teria feito ligações telefônicas de um orelhão, comportamento que, conforme o entendimento do STF, reforça a gravidade dos fatos e a necessidade da prisão preventiva.

O ministro também destacou que o histórico de fuga após a prática dos crimes pesa contra o investigado e demonstra risco à aplicação da lei penal. Para Moraes, não houve qualquer fato novo capaz de justificar a revogação da prisão, especialmente com o início da fase de instrução criminal.

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O caso faz parte das investigações conduzidas no âmbito das operações Lesa Pátria e Nero, que apuram crimes considerados graves contra a ordem democrática e a segurança pública, incluindo os atos registrados em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Em decisão tomada em (19.12.2025), a Primeira Turma do STF recebeu a denúncia e tornou réus Alan Diego dos Santos Rodrigues, George Washington de Oliveira Sousa e Wellington Macedo de Souza. Eles respondem por associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

Moraes ressaltou ainda que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) atende aos requisitos previstos no Código de Processo Penal, com descrição detalhada dos fatos e garantia do direito à ampla defesa dos acusados.

O ministro lembrou que, em junho de 2025, a pedido da PGR, já havia decretado a prisão preventiva dos réus. Na ocasião, eles haviam sido condenados pela 8ª Vara Criminal de Brasília por crimes relacionados ao uso de explosivos, com risco à vida, à integridade física e ao patrimônio de terceiros.

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