16 de Abril de 2026
00:00:00

Política Quarta-feira, 22 de Outubro de 2025, 13:39 - A | A

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2025, 13h:39 - A | A

R$ 1 bilhão

Assembleia reage a orçamento e aponta falha grave do governo Mendes

Presidente da AL afirma que o orçamento “não cabe dentro das despesas reais” e promete cobrar pagamento integral das emendas parlamentares até dezembro.

Rojane Marta/Fatos de MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta terça-feira (22.10) que o orçamento estadual para 2026 enviado pelo governo Mauro Mendes à Casa está subestimado em mais de R$ 1 bilhão na área da saúde e precisa ser corrigido antes da votação final. Russi disse que a previsão de gastos não condiz com a realidade da rede pública, que deve ampliar atendimentos e inaugurar cinco novos hospitais regionais no próximo ano.

“O orçamento da saúde está totalmente subestimado. É impossível gastar menos do que este ano, porque não fechamos nenhuma unidade, pelo contrário, vamos inaugurar novas. Só com os investimentos e contratações, teremos de gastar pelo menos 5% a mais do que em 2025”, declarou o parlamentar.

Segundo o presidente, as discussões sobre o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) continuam em curso na Comissão de Orçamento, liderada pelo deputado Carlos Avalone (PSDB). Ele confirmou que a Assembleia não pretende devolver a peça ao Executivo, mas promover ajustes internos após as audiências públicas que serão realizadas nas próximas semanas.

Russi também adiantou que deve votar a favor da redução do percentual de remanejamento orçamentário do governo, que atualmente permite ao Executivo realocar parte do superávit sem autorização legislativa. “Eu defendo que o limite seja de 10%. Vou encaminhar essa posição, mas a decisão é do plenário. São 24 deputados, e cada um vai votar de acordo com seu entendimento”, disse.

O parlamentar rebateu ainda as críticas recentes do governador, que afirmou que a Assembleia estaria mais preocupada com festas do que com saúde. “Essa fala é política. No mínimo, 50% das emendas parlamentares são obrigatoriamente destinadas à saúde. Alguns deputados colocaram 100%. Então não é verdade dizer que se gasta mais com festa. A Assembleia trabalha, recebe demandas, visita o interior e cumpre seu papel”, respondeu.

Russi informou que o governo tem até dezembro para quitar todas as emendas impositivas, e afirmou que vai cobrar o cumprimento integral do compromisso firmado pela Secretaria de Fazenda. “Até outubro, o Estado deveria ter pago cerca de R$ 21,5 milhões. Se estiver abaixo disso, vai ter que recuperar. Se não cumprir até dezembro, em janeiro eu aciono o governo”, afirmou.

O presidente da Assembleia também criticou a falta de autonomia das Secretarias estaduais para gerir o próprio orçamento. “Essa forma de segurar os recursos é uma maneira do governo controlar seus secretários. O orçamento pode ser melhor trabalhado e mais transparente. A Assembleia tem responsabilidade nisso e está fazendo o debate técnico para garantir um orçamento mais realista e eficiente”, completou.

Max Russi concluiu destacando que as mudanças na peça orçamentária ainda poderão ser feitas “até o último momento antes da votação”. “Depois de sancionado, não se altera mais. Mas até lá, a Assembleia tem a prerrogativa e o dever de corrigir o que for necessário para que o orçamento reflita a realidade de Mato Grosso”, finalizou.

Siga o instagram do Fatos (CLIQUE AQUI)

Participe do grupo do Fatos (CLIQUE AQUI).

65 99690-6990 65 99249-7359

contato@fatosdematogrosso.com.br