16 de Abril de 2026
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Política Terça-feira, 04 de Novembro de 2025, 10:36 - A | A

Terça-feira, 04 de Novembro de 2025, 10h:36 - A | A

paciência acabou

Botelho critica LOA 2026 e diz que paciência da Assembleia “chegou ao limite”

Presidente da CCJ diz que governo de Mato Grosso precisa elaborar peça orçamentária realista e defende limitar remanejamento de verbas a 10%

Rojane Marta/Fatos de MT

O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, criticou o que chamou de “orçamento subestimado” apresentado pelo governo do Estado para o exercício de 2026. Em entrevista nesta terça-feira (03.11), Botelho também cobrou maior comprometimento do secretário de Fazenda, Rogério Gallo, com o debate sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), cuja audiência pública ocorreu sem a presença do titular da pasta.

“Já cobrei do secretário que ele precisa dar importância para esta Casa. Se ele não comparecer na próxima reunião, nós não realizaremos a sessão. Ele manda um orçamento subestimado e não vem discutir”, afirmou o parlamentar, acrescentando que Gallo pediu desculpas pela ausência e prometeu comparecer em outra oportunidade.

Botelho defendeu que o Legislativo reduza o limite de remanejamento orçamentário autorizado ao governo, atualmente de 30%, para no máximo 10%. “Esse percentual é exagerado. Dá ao Executivo liberdade demais para mexer no orçamento sem consultar a Assembleia. A ideia é fixar o limite em 10% na votação da LOA”, explicou.

O deputado destacou que, embora o governo alegue que não faltará recurso para áreas como saúde e educação, o subdimensionamento prejudica a transparência fiscal. “Não é possível continuar aprovando orçamentos abaixo da realidade. Depois o governo faz o que quer com 30% de remanejamento, e a Assembleia perde o controle sobre a execução”, disse.

Botelho também criticou o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) pela postura contrária às emendas parlamentares — especialmente após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender as chamadas emendas de bancada.

“O governador e o vice estão errados. O valor das emendas é pequeno, algo em torno de R$ 600 milhões dentro de um orçamento de R$ 50 bilhões. São recursos que os deputados destinam a pequenas obras, reformas de creches e projetos sociais. O Estado não enxerga essas necessidades locais”, afirmou.

Botelho ironizou a posição do governador. “Espero que, se ele for eleito senador, não use suas emendas parlamentares, já que hoje diz ser contra elas”, disse.

A paciência acabou. Agora a Casa vai impor limites e cobrar um orçamento justo

“Paciência chegou ao limite”

Questionado sobre o motivo da postura mais firme da Assembleia neste ano, Botelho respondeu que o Legislativo chegou ao limite da tolerância. “Todo ano o governo promete adequar o orçamento, mas nunca faz. A paciência acabou. Agora a Casa vai impor limites e cobrar um orçamento justo”, declarou.

Mesmo com as divergências, o deputado negou ruptura com o Palácio Paiaguás. “Essas discussões são normais. Eu não concordo com o governador em alguns pontos, mas isso não significa que deixei de ser base. Temos 98% de entendimento. O que há são opiniões divergentes, e isso faz parte da democracia”, afirmou.

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