20 de Abril de 2026
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Política Quarta-feira, 26 de Novembro de 2025, 14:56 - A | A

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2025, 14h:56 - A | A

Pena

Botelho vê penas “exageradas” no caso Bolsonaro e diz que prisão atrapalha articulações em MT

Deputado do União Brasil afirma que condenação impacta conversas eleitorais, critica sentenças a generais e descarta volta do ex-presidente ao jogo de 2026

Rojane Marta/Fatos de MT

O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) avaliou, nesta quarta-feira (26), que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro influencia diretamente as articulações políticas em Mato Grosso e tende a atrapalhar conversas que vinham sendo feitas em torno do apoio do ex-mandatário nas eleições de 2026. Ao mesmo tempo, ele criticou a dosimetria das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal aos militares condenados por tentativa de golpe de Estado.

Botelho reconheceu que o caso repercute dentro do União Brasil e em outras siglas que contavam com a força eleitoral de Bolsonaro. “Eu vejo que sim, evidentemente que a prisão dele atrapalha conversas que possam estar ocorrendo”, afirmou. Ele disse aguardar a votação no Congresso sobre a dosimetria das penas, defendendo que o Legislativo discuta os parâmetros aplicados pelo Supremo.

O deputado deixou claro que não se considera bolsonarista, mas classificou as penas como desproporcionais, sobretudo no caso dos generais. “A pena dos generais, de modo geral, foi exagerada. Você vê gente que comete crimes e mais crimes, e aí, porque teve uma proposta, uma conversa em que nada saiu do papel, dar 26, 27 anos, realmente é algo exagerado”, disse. Ele citou o general Augusto Heleno, condenado já idoso, como exemplo do que considera excesso. “Sou a favor de ter pena exemplar, mas 27, 28 anos para um general de 78 anos é muito.”

Questionado sobre comparação feita pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, que sugeriu que, naquele país, um caso semelhante poderia resultar em execução, Botelho reforçou que não defende impunidade, mas proporcionalidade. “Eu acho que deveria sim ter pena, mas essa dosimetria é exagerada”, insistiu, ressaltando que fala como “leigo”, ao comparar o rigor do julgamento com penas mais brandas aplicadas a crimes como homicídio e estupro.

 

Sobre a possibilidade de uma anistia ampla, capaz de anular condenações e recolocar Bolsonaro na arena eleitoral, o deputado foi taxativo. “Não acredito nisso. Acho que está fora de cogitação. Ele não vai estar na campanha”, disse, ao ser questionado sobre 2026.

Na avaliação de Botelho, o peso político de Bolsonaro ainda será percebido no curto prazo, mas o eleitor não pode pautar o voto apenas por rótulos. Ele defendeu que as pessoas escolham representantes pela capacidade de gestão e compromisso com o Estado. “Cada eleitor deveria ter opinião própria. Olhar dentro de Mato Grosso quem tem condições de fazer um bom trabalho, de representar o Estado no Senado. Não é simplesmente votar porque é bolsonarista ou porque alguém chegou e disse que é o candidato dele. Isso não acrescenta nada”, afirmou.

Para o deputado, o país vive um momento em que o voto precisa estar mais ligado a propostas e resultados concretos do que à identificação automática com lideranças nacionais. Ele defendeu que o foco esteja em construir um ambiente “mais justo, mais humano e preparado para o futuro das crianças”, em vez de disputas por quem é “mais amigo” do ex-presidente.

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