20 de Abril de 2026
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Política Terça-feira, 18 de Novembro de 2025, 15:57 - A | A

Terça-feira, 18 de Novembro de 2025, 15h:57 - A | A

violência política de gênero

‘Debate firme não é ataque’, diz Gisa ao defender equilíbrio na política

Vereadora afirma que críticas fazem parte do cargo, mas alerta para limites quando há ataques de gênero

Rojane Marta/Fatos de MT

A vereadora Gisa Barros (PSB), em seu terceiro mandato na Câmara Municipal de Várzea Grande, defendeu que o debate político seja conduzido com respeito e responsabilidade, sobretudo quando envolve questões de gênero. Em entrevista nesta terça (18), ela relatou que já enfrentou episódios de hostilidade nas redes sociais e afirmou que a presença feminina na política não pode ser condicionada a estereótipos ou julgamentos sobre capacidade emocional.

 

Ao comentar a situação da prefeita Flávia Moretti (PL), que tem alegado sofrer violência política de gênero, Gisa ponderou que o exercício de cargos majoritários expõe seus ocupantes a um nível elevado de cobrança. “Ela está em um cargo em que vai ter que sofrer críticas. Crítica construtiva tem que ser absorvida. Para estar na política, a gente precisa saber lidar com elas”, disse.

A vereadora, porém, fez distinção entre crítica e ataque. Segundo ela, quando o debate ultrapassa esse limite e passa a atingir a identidade de gênero, o impacto deixa de ser individual. “Quando você atinge a questão de gênero, você não só atinge uma pessoa, como uma classe. É preciso rever posicionamentos”, afirmou.

Gisa declarou que, se a prefeita estiver enfrentando esse tipo de violência, a situação não pode ser tratada como um episódio isolado. “Se ela estiver sofrendo, eu também estou. Porque vocês sabem o que aconteceu comigo”, disse, em referência às agressões que relata ter sofrido ao longo da carreira.

Contudo, reforçou que, para ela, o princípio que deve orientar o comportamento de qualquer agente público, homem ou mulher, é o mesmo: “para se ter respeito, é preciso oferecer respeito.”

Questionada sobre episódios atribuídos a outros vereadores, como o caso envolvendo o vereador Samir Japonês, Gisa preferiu não comentar falas específicas. “Eu não posso responder pelo Samir. Eu respondo pela minha pessoa. Porque, de fake news, essa gestão entende”, afirmou, indicando que o ambiente político local ainda convive com desinformação e ataques pessoais.

Ela relatou que, ao longo de sua atuação política, foi alvo de ataques que extrapolam a crítica ao mandato e avançam sobre a condição de mulher. “Se forem às minhas redes sociais, tem vários haters com palavras que não deveriam nem ser propagadas. Já sofri muita violência política de gênero, inclusive de eleitores”, contou.

A vereadora encerrou reafirmando o compromisso com a defesa da participação feminina na política e com a necessidade de que o debate público seja conduzido sem estigmas e generalizações. Para ela, o desafio é consolidar um ambiente em que mulheres possam ocupar espaços de decisão com o mesmo grau de cobrança, mas também com o mesmo respeito assegurado a qualquer agente público. “Nós mulheres lutamos por espaços e por respeito. Lutamos para que tenhamos igualdade dentro do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. O que deve prevalecer é o respeito. Tanto mulheres quanto homens precisam ter equilíbrio psicológico e respeito mútuo”, pontuou.

 

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