O ex-governador e ex-senador Júlio Campos (União) defendeu que o partido tenha candidato próprio ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026, e afirmou que o nome natural seria o do irmão, o senador Jayme Campos (União). A declaração foi dada em entrevista nesta segunda-feira (20.10), ao comentar o ato de entrega de maquinários agrícolas que será realizado na próxima sexta-feira, em parceria entre o senador, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e mais de 40 prefeitos mato-grossenses.
Júlio descartou que o evento tenha viés eleitoral, explicando que se trata de uma emenda parlamentar de Jayme Campos junto ao Ministério da Agricultura, voltada à compra e distribuição de equipamentos aos municípios.
“Nada tem a ver com composição política. Essa emenda foi no Ministério da Agricultura e o ministro Fávaro reforçou a contrapartida. O ato é administrativo. Política se faz com diálogo, não com radicalismo”, afirmou.
Apesar disso, Júlio Campos admitiu que há um movimento interno no União Brasil — que passará a se chamar União Progressista — para lançar um nome próprio ao governo. Segundo ele, o partido tem força suficiente para disputar o primeiro turno e alcançar o segundo, especialmente se Jayme aceitar o desafio.
“Se tivermos um candidato forte como o senador Jayme Campos e o governador Mauro Mendes disputando o Senado, podemos eleger até seis deputados estaduais e dois federais. As pesquisas internas mostram que Jayme tem mais de 25% das intenções de voto e chegaria ao segundo turno”, declarou.
“Chega de radicalismo”
O ex-governador também criticou o clima de polarização nacional e defendeu uma política mais pragmática e conciliadora.
“Tem que acabar essa frescura de União Brasil não poder conversar com PSD, PL ou MDB. Política é a arte do diálogo. Chega de radicalismo, o Brasil não aguenta mais essa anarquia de esquerda e direita, de Lula e Bolsonaro”, disse.
Jayme evita falar em candidatura
Questionado sobre o fato de Jayme ainda não ter declarado publicamente intenção de disputar o governo, Júlio minimizou:
“Não é o momento de colocar candidatura na rua. As definições vão acontecer a partir de março, com a janela partidária. Está todo mundo se movimentando, mudando de partido. É cedo para cravar nomes”, argumentou.
Segundo ele, as articulações estão em curso e as decisões serão tomadas “no tempo certo”, após as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o pleito de 2026.
“Estamos conversando com os companheiros no interior, mas é precipitado falar em campanha agora. O momento é de organização, não de disputa”, concluiu Júlio Campos.









