O vereador Bruno Rios (PL), líder da prefeita Flávia Moretti na Câmara de Várzea Grande, afirmou que a reunião realizada pelo Partido Liberal em Cuiabá teve como objetivo “esclarecer fatos e promover o diálogo” entre os filiados, após declarações públicas do vereador Samir Katumata, conhecido como Samir Japonês (PL), durante sessão legislativa, em que chamou a prefeita de mentirosa. Segundo ele, o encontro contou com a presença da prefeita, de secretários e de lideranças municipais e estaduais da sigla.
Bruno explicou que a convocação partiu da direção estadual do PL, interessada em entender a situação política no município. “Foi uma conversa para esclarecer o que estava acontecendo em Várzea Grande. Em momento algum se falou em punição ou em qualquer tipo de retaliação. O partido quer diálogo e respeito entre todos”, afirmou.
O vereador garantiu que Samir foi convidado para participar do encontro. “Ele foi chamado pelo presidente do partido, que ligou pessoalmente, mas não compareceu. Alegou outros compromissos”, disse.
Questionado sobre a suposta ameaça feita pelo filho da prefeita ao colega de partido, Bruno evitou se posicionar. “Eu não posso avaliar o que passa pela cabeça de cada um. Cabe às autoridades apurar. Cada um responde pelo seu CPF”, afirmou, acrescentando que “o respeito é bom e cabe em todo lugar”.
Bruno também respondeu às críticas de colegas parlamentares sobre sua atuação como líder do governo na Câmara. O vereador Kleber Feitoza havia reclamado de supostos “tons irônicos” nas respostas do líder durante as sessões. “De 22 vereadores, tenho problema com um. Isso representa menos de 5%. É um bom índice. Procuro tratar todos com respeito e diálogo, mas nem sempre conseguimos agradar a todos”, rebateu.
Ele reconheceu que há certa demora na tramitação de projetos do Executivo, mas atribuiu a situação à complexidade das propostas. “São matérias grandes, que exigem análise e entendimento técnico. A Câmara está se ajustando, e o diálogo com o presidente e os vereadores tem avançado”, explicou.
Bruno concluiu afirmando que a meta é garantir a apreciação das matérias com transparência e alinhamento com o Executivo. “O que a gente quer é que os projetos entrem em pauta, sejam avaliados e votados com responsabilidade. A cidade precisa seguir andando”, afirmou.









