16 de Abril de 2026
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Política Quinta-feira, 16 de Outubro de 2025, 13:55 - A | A

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2025, 13h:55 - A | A

Sem avanços

“Maior lucro vem de MT, mas falta energia”, critica Max Russi sobre Energisa

Presidente da Assembleia diz que empresa lucra no Estado, mas não entrega infraestrutura suficiente para o crescimento econômico

Rojane Marta/Fatos de MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou que a Casa acompanha com preocupação o projeto em tramitação no Congresso Nacional que pode prorrogar por mais 30 anos a concessão da Energisa no Estado. Segundo ele, uma comissão de deputados tem acompanhado o tema em Brasília e cobrado da empresa melhorias efetivas na qualidade do serviço e mais investimentos na rede de distribuição.

“Essa comissão tem trabalhado muito porque nós não queremos que continuem os problemas que estamos recebendo constantemente aqui. Tenho recebido ligações de vários municípios, como Dom Aquino e Juscimeira, e são muitos os relatos de energia de péssima qualidade e falta de investimento”, afirmou Russi.

O parlamentar destacou que a deficiência no fornecimento de energia tem travado o desenvolvimento regional, impedindo a instalação de novas indústrias e empresas. “Tem municípios que não conseguem atrair empreendimentos. Em Gaúcha do Norte, por exemplo, há empresários prontos para investir, mas não existe energia disponível para que a indústria funcione”, relatou.

Russi criticou o contraste entre o desempenho financeiro da concessionária e a precariedade do serviço prestado. “O que nos passaram é que o maior lucro da Energisa no país vem de Mato Grosso. Então queremos reciprocidade. Se está tendo lucro, que invista, que melhore o fornecimento, porque o Estado está crescendo muito e precisa de energia para continuar se desenvolvendo”, afirmou.

O presidente da ALMT reforçou que o Parlamento estadual continuará cobrando contrapartidas da concessionária antes de qualquer prorrogação contratual. “Sem energia, não há desenvolvimento, e o Estado não pode aceitar continuar crescendo com tantas limitações impostas pela falta de investimento da empresa”, concluiu.

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