16 de Abril de 2026
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Política Sábado, 08 de Novembro de 2025, 08:00 - A | A

Sábado, 08 de Novembro de 2025, 08h:00 - A | A

2026

“Mauro não tem poder de veto”, afirma Júlio Campos sobre disputa em 2026

Júlio Campos reforçou que o apoio do governador ao Pivetta é pessoal e que o União Brasil ainda não deliberou oficialmente sobre alianças.

Rojane Marta/Fatos de MT

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que o partido deve lançar candidatura própria ao governo de Mato Grosso nas eleições de 2026, encabeçada pelo seu irmão, senador Jayme Campos, e que o governador Mauro Mendes (União) não tem poder para vetar a construção desse projeto dentro da sigla.

Segundo ele, o grupo político trabalha na formação de uma chapa completa, com Jayme Campos como candidato ao governo e o próprio Mauro Mendes como candidato ao Senado.

“Estamos construindo dentro do partido, com as bases, uma candidatura própria ao governo com o nome do senador Jayme Campos e também com o nome do Mauro para o Senado. Nossa chapa está montada: governador Jayme Campos, senador Mauro Mendes”, disse o parlamentar.

“Mauro não tem autonomia de vetar”

Campos reagiu às especulações sobre uma possível resistência de Mendes ao projeto eleitoral do partido e afirmou que o governador não pode impor vetos internos. “O Mauro não tem essa autonomia de vetar um processo. Se eu desejar disputar o Senado, posso colocar meu nome à disposição. O partido é democrático”, destacou.

O deputado também minimizou o apoio do governador ao vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), lembrando que a legenda ainda não deliberou oficialmente sobre alianças. “O apoio do Mauro ao  Pivetta é pessoal, não partidário. O partido não se reuniu para decidir essa ideia. Pode ser que o entorno dele apoie, mas não é decisão do União Brasil”, afirmou.

Campos criticou a tentativa de imposição interna. “O órgão soberano é a convenção estadual, mas não vamos engolir candidatura goela abaixo. Com todo o respeito ao vice-governador Otaviano Pivetta, ele é do Republicanos e vai montar sua chapa. Cabe ao União Brasil formar a sua, de governador, senador e deputados”, disse.

O parlamentar reforçou que o partido tem condições de ampliar sua representação no Legislativo se lançar um nome próprio ao Palácio Paiaguás. “Com candidatura própria, podemos eleger quatro ou cinco deputados estaduais e até três ou quatro federais. Precisamos ter voz e projeto”, afirmou.

Plebiscito entre os filiados

Para evitar disputas internas, Júlio Campos defende que o União Brasil realize um plebiscito entre os filiados para decidir se o partido lançará ou não candidatura própria.

“Não é só a cúpula que decide. Temos 55 mil filiados. Queremos ouvir a base: vocês desejam candidatura própria ou não? Se a maioria disser que não quer, vamos respeitar”, declarou.

Possível saída de Mauro Mendes

Questionado sobre a possibilidade de o governador deixar o União Brasil e migrar para o PRD, o deputado preferiu não especular, mas ressaltou que o partido gostaria que ele permanecesse.

“Essa pergunta tem que ser feita a ele. Eu gostaria que permanecesse. Foi convidado por nós há oito anos, ganhamos a eleição de 2018 juntos, reelegemos em 2022 e queremos fazê-lo senador em 2027 pelo União Brasil. Não há problema pessoal, apenas divergências políticas”, disse.

 

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