O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, afirmou que a Casa acionou a Procuradoria após o governo do Estado responder apenas parte da cobrança feita pela ALMT sobre a regulamentação e aplicação de cerca de 50 leis estaduais de combate à violência contra a mulher. Segundo ele, medidas administrativas já foram adotadas para que providências sejam tomadas.
Ao comentar o tema, Russi disse que algumas respostas foram encaminhadas pelo Executivo, enquanto outras não chegaram à Assembleia. Diante disso, a Presidência decidiu levar o caso à Procuradoria do Legislativo para análise e encaminhamentos cabíveis.
Na mesma entrevista, o presidente confirmou que a ALMT também acionou a Procuradoria em relação à denúncia apresentada pelo deputado Valdir Barranco (PT), que relatou ter sofrido ameaça em um episódio envolvendo um homem acusado de agressão contra uma mulher no município de Querência. “Esperamos que os órgãos competentes tomem providência nesse sentido”, afirmou.
Questionado sobre a suplementação do duodécimo, Max Russi negou que tenha havido envio de crédito extra para a Assembleia. Segundo ele, o governo realizou ajustes internos no orçamento, incorporando valores que antes seriam tratados como suplementação, com o objetivo de evitar distorções no próximo exercício. “Tudo que o governo mandou, a gente aprovou”, disse.
Sobre os recursos destinados ao Legislativo, o presidente afirmou estar satisfeito com o funcionamento da Casa, destacando que a prioridade é garantir estrutura para a atuação parlamentar no interior, realização de audiências, apresentação de projetos e valorização dos servidores.
Russi confirmou ainda que a Assembleia aprovou 20% de crédito suplementar na Lei Orçamentária Anual (LOA), após negociações com o Executivo. Ele explicou que houve debate sobre percentuais menores, mas a maioria dos deputados decidiu conceder um voto de confiança ao governo no último ano da gestão Mauro Mendes, considerando a necessidade de flexibilidade orçamentária.
O presidente informou que os trabalhos legislativos de 2026 começam oficialmente em 1º de fevereiro, com previsão de sessão no dia 15 de janeiro, caso não haja pedidos de vista ou adiamentos.
Ao fazer um balanço de 2025, Max Russi classificou o ano como de “muita produção e entrega”. Ele citou a participação da Assembleia em pautas consideradas estratégicas, como o Hospital Central, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, a aprovação do Free Shop no município e a atuação do Legislativo nas discussões sobre a moratória da soja. Para 2026, reconheceu que será um ano eleitoral, com debates mais intensos, mas avaliou que o cenário é favorável diante do crescimento econômico do Estado.









