21 de Abril de 2026
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Política Segunda-feira, 20 de Outubro de 2025, 18:07 - A | A

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2025, 18h:07 - A | A

chapa própria

“O PL vai disputar com candidatura própria”, diz Wellington Fagundes sobre 2026

Fagundes reforçou que o PL é o maior partido do país, prometeu campanha independente e criticou a gestão do presidente Lula por aumento de impostos e expansão de ministérios.

Rojane Marta/Fatos de Mato Grosso

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) confirmou, em entrevista nesta segunda-feira (20.10), que será pré-candidato ao governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 e que o Partido Liberal disputará o pleito com chapa própria. Ele também anunciou o nome do deputado federal José Medeiros como pré-candidato ao Senado e afirmou que o PL não fará alianças com partidos de esquerda.

“Aqui no Mato Grosso nós temos definida a pré-candidatura de Zé Medeiros como pré-candidato a senador e de Wellington Fagundes como pré-candidato a governador. O PL é o maior partido do Brasil, consolidado também em Mato Grosso, administrando quase metade da população do Estado. Vamos disputar com candidatura própria”, declarou.

Questionado sobre divergências internas, o senador afirmou que o partido segue unido e que os prefeitos eleitos pelo PL devem apoiar o projeto estadual. “Acredito muito na fidelidade partidária. Todos os prefeitos do PL sabem que o partido foi decisivo nas suas eleições e que a continuidade desse trabalho depende da unidade. Quem ganhou pelo PL vai pesar o valor de estar no maior partido do Brasil, liderado pelo presidente Bolsonaro”, destacou.

Fagundes classificou o PL como “o partido mais estruturado e forte de Mato Grosso”, presidido por Ananias Filho, e disse que o crescimento da sigla é resultado do trabalho coletivo de dirigentes e filiados.

Críticas ao governo federal

Na esfera nacional, o senador reforçou a posição do PL como principal força de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele criticou o aumento de impostos, a criação de novos ministérios e a condução de investigações como a CPMI do INSS, que apura fraudes em benefícios previdenciários.

“O governo só pensa em aumentar imposto e multiplicar ministérios para acomodar aliados. Enquanto isso, falta merenda, creche e escola. O dinheiro do povo não volta em benefício do cidadão. Nós, da oposição, estamos lutando por justiça com o dinheiro público e contra os desvios do consignado, que podem chegar a R$ 70 bilhões”, afirmou.

Articulações locais e possível vice

O senador também comentou a movimentação da vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), cotada como possível vice na chapa do ex-vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo Fagundes, ela e o marido, o prefeito Abílio Brunini (PL), reafirmaram apoio à candidatura do partido.

“Conversei com o Abílio e a Samantha semana passada. Eles deixaram claro que estarão com o partido, apoiando quem for o candidato do PL. Isso está definido. Eu sou o pré-candidato a governador e o Medeiros é o pré-candidato ao Senado. Não há dúvidas quanto a isso”, garantiu.

Sobre a possibilidade de Samantha ser sua vice, o senador não descartou: “É uma excelente mulher, sensível, trabalhadora, a vereadora mais votada de Cuiabá. O nome dela é sempre bem-vindo, mas isso será discutido dentro do partido, considerando as alianças que poderemos construir — desde que não envolvam partidos de esquerda.”

Relação com Mauro Mendes e compromissos

Mesmo se colocando como opositor, Wellington afirmou manter relação institucional com o governador Mauro Mendes (União Brasil) e cobrou o cumprimento de promessas feitas em campanhas anteriores, como a duplicação do anel viário de Rondonópolis e a pavimentação do bairro Sagrada Família.

“Não tenho o que reclamar do governo Mauro, mas é claro que vou cobrar. Ele tem obrigação de cumprir os compromissos assumidos, como fizemos juntos em campanha. Espero que seja parceiro de todos os municípios, porque o Estado arrecada muito mais hoje e precisa devolver isso em obras e serviços”, disse.

Pauta de campanha

Encerrando a entrevista, o senador afirmou que o PL seguirá com uma oposição firme ao governo federal, defendendo propostas voltadas à economia popular, geração de empregos e redução de impostos.

“O povo está pagando mais e vivendo pior. As famílias estão endividadas, as empresas pedindo recuperação judicial, e o governo federal só aumenta cargos e ministérios. O PL vai seguir firme, defendendo o trabalhador e o empresário, com propostas de crescimento e justiça social verdadeira”, concluiu.

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