20 de Abril de 2026
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Política Terça-feira, 04 de Novembro de 2025, 10:11 - A | A

Terça-feira, 04 de Novembro de 2025, 10h:11 - A | A

"Deserto de MT"

Presidente do DAE diz que falta d’água em VG é “herança maldita” e anuncia novos reservatórios

Diretor-presidente do DAE afirma que obras devem amenizar crise hídrica e convida encanadores para reforçar equipes do órgão

Rojane Marta/Fatos de MT

O diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAEVG), coronel Zilmar Dias Silva, afirmou que a crise de abastecimento no município é resultado de uma “herança maldita” deixada por gestões anteriores, mas garantiu que o órgão já trabalha em soluções estruturais. Entre os projetos em andamento, estão a construção de cinco novos reservatórios com capacidade entre 2,2 e 2,5 milhões de litros de água cada, além de investimentos financiados por recursos estaduais e federais.

“O problema da falta d’água é uma herança. Nós herdamos redes antigas, estruturas precárias e um sistema que não acompanhou o crescimento da cidade. Mas estamos trabalhando para mitigar isso. Não é algo que se resolve da noite para o dia”, afirmou Zilmar.

Segundo o gestor, o DAE possui projetos de cerca de R$ 20 milhões em parceria com o governo do Estado, além de convênios com o governo federal, retomando obras do PAC, paradas desde 2013. Ele destacou que os dois principais problemas enfrentados pela autarquia são a falta d’água e os vazamentos, que exigem obras de modernização da rede e reforço operacional.

Para enfrentar as demandas mais urgentes, o DAE tem adotado medidas paliativas, como o uso de caminhões-pipa, embora o presidente considere essa solução “muito precária”. “O caminhão-pipa não deveria existir. Estamos contratando mais equipes para resolver os problemas de rede e vazamentos”, disse.

Zilmar informou que o órgão abriu novas vagas para encanadores e auxiliares, com salário de R$ 3,1 mil e contratação direta, sem necessidade de novo processo seletivo. “Convido encanadores e auxiliares a se juntarem à nossa equipe. Temos vagas abertas, basta levar o currículo ao DAE, na Avenida Júlio Campos. Precisamos de pelo menos mais dez equipes, cerca de 20 profissionais”, detalhou.

Atualmente, o DAE tem arrecadação de cerca de R$ 5 milhões por mês, diante de um faturamento estimado em R$ 8 milhões, o que representa um déficit significativo. O gestor explicou que a diferença é causada por cadastros desatualizados e ligações clandestinas. “Há décadas a empresa responsável não atualiza os dados. Estamos corrigindo isso para que todos os consumidores passem a contribuir corretamente”, afirmou.

Sobre o decreto de escassez hídrica publicado pela prefeita Flávia Moretti (PL), Zilmar explicou que a medida tem caráter administrativo e permite agilizar contratos e licitações. “O decreto, por si só, não resolve o problema. Ele apenas facilita a execução das ações, dispensando alguns trâmites burocráticos”, pontuou.

O dirigente também negou que o governador Mauro Mendes (União) tenha se recusado a ajudar o DAE. “O governo estadual está colaborando com R$ 20 milhões. Os processos seguem o trâmite normal e estão em andamento”, afirmou.

Zilmar encerrou a entrevista dizendo que o cenário deve melhorar nos próximos anos. “Estamos há décadas nesse deserto. Um ou dois anos de esforço são toleráveis para mudar essa realidade. O cenário daqui a dois anos será diferente”, garantiu.

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