Em um momento de tensão entre servidores do Judiciário, governo estadual e Parlamento, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que a Casa “não é tutelada por ninguém” e não submeterá sua pauta a pressões externas. A declaração foi feita após críticas do sindicato do Tribunal de Justiça, que atribuiu ao governo a responsabilidade pelo pedido de vista que adiou novamente a votação do reajuste salarial da categoria.
“Se alguém disse que os deputados estão ‘na mão do governo’, foi extremamente infeliz. Aqui ninguém é conduzido por pressão. Cada deputado vota como quer, com independência e responsabilidade”, disse Russi, ao reforçar que o pedido de vista é um instrumento regimental legítimo e que a votação deve ocorrer na próxima quarta-feira, "salvo ausência de quórum”, completou.
O presidente alertou ainda que nenhum movimento sindical condicionará o cronograma legislativo. “Paralisações para reivindicar direitos são legítimas, mas ultimatos não pautam o Parlamento. A Assembleia não vota para atender pressão, seja de quem for.”
Pesquisas para 2026 e lideranças femininas
Questionado sobre sua aparição com 9% na pesquisa do IPCM para governador, Russi relativizou o resultado: “Ser lembrado é bom, mas nunca coloquei meu nome na majoritária.”
Ele também comentou a presença de sua esposa, a prefeita de Jaciara, Andreia Wagner, entre possíveis nomes para 2026: “Ela tem trabalho próprio, CPF próprio, entrega própria. É uma grande gestora, e o reconhecimento é consequência disso.”
Ao final, quando perguntado se pode surgir como surpresa eleitoral no próximo ano, respondeu de forma evasiva: “A surpresa é continuar bem avaliado.”









