O vereador Charles da Educação (União) alertou que o município de Várzea Grande corre o risco de ter os recursos federais da merenda escolar bloqueados, após o vencimento do mandato do Conselho de Alimentação Escolar, ocorrido em 10 de outubro. Segundo o parlamentar, a situação pode afetar diretamente mais de 35 mil alunos da rede municipal.
“O Conselho é responsável por fiscalizar os recursos federais e municipais destinados à alimentação escolar. Com o prazo vencido, há risco de bloqueio dos repasses do Governo Federal, o que impacta diretamente na merenda servida nas escolas”, afirmou Charles em entrevista à imprensa nesta semana.
O vereador destacou que, para muitos alunos, a refeição servida na escola é a principal do dia, e que a perda do repasse federal seria grave. “Se o recurso for bloqueado, as crianças ficarão sem merenda. Isso é muito sério, principalmente porque sabemos da importância dessa alimentação para o desenvolvimento dos nossos estudantes”, disse.
Charles afirmou ter buscado explicações junto à presidente do Conselho, Rosana Fátima, que relatou ter protocolado vários documentos na Secretaria de Educação sem resposta. Segundo ele, o próprio Governo Federal tenta contato com o município desde janeiro, sem retorno. “Vamos encaminhar um ofício ao secretário Igor Salles para que adote providências urgentes e regularize a situação”, anunciou.
De acordo com o vereador, ainda há um prazo de tolerância para o envio da documentação, mas o município precisa agir rapidamente. “Essas questões federais não permitem erro com datas. Se não for regularizado, o sistema é bloqueado automaticamente. E para desbloquear depois é um processo burocrático em Brasília”, explicou.
Charles atribuiu o problema à falta de gestão e à troca de equipes na Secretaria de Educação. “Foi uma soma de fatores. A mudança de secretários e de equipe contribuiu para que esse prazo fosse perdido”, avaliou.
O parlamentar concluiu afirmando que continuará acompanhando o caso de perto: “Enquanto vereador e fiscalizador do povo de Várzea Grande, vou cobrar até que a situação seja resolvida e os alunos não fiquem sem merenda”.









