A vereadora Gisa Barros (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Várzea Grande nesta terça-feira (11) para cobrar da Secretaria de Serviços Públicos o pagamento da empresa Eletroconstro. Segundo a parlamentar, os atrasos já somam aproximadamente R$ 4 milhões, referentes aos meses de novembro e dezembro de 2024 e aos 19 primeiros dias de 2025.
Gisa afirmou que a paralisação dos pagamentos impede que 155 trabalhadores recebam suas rescisões trabalhistas, muitos deles “pais e mães de família, inclusive mães solo”, que dependem do acerto para sustentar suas casas.
“Nós, enquanto vereadores, estamos fazendo essa cobrança à Secretaria e à gestão para que esses pais e mães possam receber. São 155 famílias aguardando, e o débito chega a quase R$ 4 milhões. A empresa só poderá pagar se receber da Prefeitura”, afirmou a vereadora.
Durante a fala, o líder do governo na Câmara, Bruno Rios (PL), informou que o Executivo está buscando uma solução judicial. Segundo ele, a Procuradoria do Município e o sindicato da categoria estão negociando para que os valores sejam repassados diretamente aos trabalhadores pela Justiça do Trabalho, caso a empresa não quite os débitos.
“Está sendo feito um acordo para que o pagamento seja feito diretamente na Justiça do Trabalho, indo para os servidores. Caso a empresa não pague, a Prefeitura é solidária”, explicou Bruno.
Mesmo com a explicação, Gisa insistiu que o Executivo precisa agir com urgência: “Tem que ser pago à empresa para ela tratar, porque o vínculo empregatício é com a empresa. Espero que esse acordo seja feito logo, para que esses pais e mães recebam seus direitos.”
“Escola virou cemitério a céu aberto”
Gisa Barros também voltou a cobrar providências em relação à Escola Estadual Nadir de Oliveira, localizada no bairro 21 de Abril, que está em ruínas desde o início da demolição para reconstrução da unidade. A vereadora classificou o local como “um cemitério a céu aberto” e criticou o ritmo lento da limpeza e da obra.
“Recolheram um pouco dos entulhos, mas não concluíram a demolição. O secretário de Estado disse que a licitação foi deserta, mas é preciso tomar providências. As pessoas do entorno cobram todos os dias, e eu não deixarei esse assunto ser esquecido”, afirmou.
A vereadora disse que continuará cobrando semanalmente o Governo do Estado e a Prefeitura até que a escola seja reconstruída.
“Podem ter certeza: eu subirei nesta tribuna toda semana para cobrar. A escola está em Várzea Grande, e é a região onde mais recebi votos. Mesmo que seja prerrogativa de deputado, eu sou vereadora da cidade e vou cobrar enquanto for necessário.”









