Uma mulher afirma ter sido vítima de um suposto golpe após pagar a entrada de um imóvel acreditando que contratava um financiamento, mas descobrir depois que o contrato se tratava de um consórcio. O caso é investigado na Justiça de Mato Grosso.
Segundo o processo, a oferta foi encontrada nas redes sociais, com promessa de liberação rápida de crédito para compra de um imóvel no valor de R$ 120 mil.
Para garantir o negócio, a mulher pagou uma entrada de R$ 8.679,49 e assumiria parcelas mensais de R$ 858,84. No entanto, conforme a ação, o valor prometido não foi liberado.
Ao cobrar explicações, a consumidora recebeu respostas vagas e, posteriormente, foi informada de que o contrato se tratava de consórcio, condicionado à contemplação por lance.
Ela afirma que tentou cancelar o contrato e reaver o valor pago, mas não teve sucesso. O caso foi registrado em boletim de ocorrência.
Diante da dificuldade em localizar a empresa responsável, a Justiça autorizou a citação por edital — medida utilizada quando o réu está em local incerto ou não é encontrado.
Com a publicação, a parte citada terá prazo para apresentar defesa. Caso isso não ocorra, poderá ser considerada revel, o que permite que a Justiça aceite como verdadeiros os fatos apresentados pela autora.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (06.04) e o processo tramita na 2ª Vara Cível de Sinop (a 500 km de Cuiabá).







