O deputado estadual Júlio Campos (União) manifestou preocupação com a possibilidade de divisão entre partidos de direita nas eleições de 2026 em Mato Grosso. Segundo ele, a fragmentação de candidaturas pode comprometer o desempenho do grupo na disputa pelo Governo do Estado.
Na avaliação do parlamentar, o eleitorado mato-grossense tem histórico de maioria alinhada ao campo de centro-direita, mas a presença de vários nomes concorrendo pode alterar esse cenário. Ele citou como exemplo a eleição municipal de Cuiabá em 2024, quando a divisão de candidaturas impediu que o grupo avançasse ao segundo turno.
Na ocasião, o candidato apoiado por Júlio, o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), ficou fora da fase final da disputa, que foi decidida entre representantes da esquerda e da extrema-direita. Para o deputado, a repetição desse cenário em nível estadual é um risco concreto.
Atualmente, o grupo político ao qual ele pertence apresenta mais de um nome colocado como pré-candidato ao governo, entre eles o senador Jayme Campos (União) e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Além disso, outras forças políticas também já se movimentam. Na direita mais alinhada ao bolsonarismo, o senador Wellington Fagundes (PL) aparece como possível candidato, enquanto, no campo da esquerda, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) é apontada como nome na disputa.
Para Júlio Campos, a definição de alianças e a construção de unidade serão decisivas para evitar perda de espaço eleitoral e garantir competitividade no pleito.







