A cesta básica registrada em Cuiabá ficou entre as mais caras do país em dezembro de 2025, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O custo médio na Capital mato-grossense chegou a R$ 791,29, colocando Cuiabá na quarta posição do ranking nacional, atrás apenas de São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro.
O levantamento mostra que, no último mês do ano, o preço da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras. A única cidade onde não houve variação foi João Pessoa (PB). Nas demais capitais, foram registradas quedas. Apesar disso, Cuiabá manteve-se entre as cidades com maior custo médio para a alimentação básica, o que pressiona diretamente o orçamento das famílias.
Um dos principais fatores para a alta da cesta básica foi o aumento no preço da carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais pesquisadas. De acordo com o Dieese, a elevação está relacionada ao aumento da demanda interna e externa e à oferta restrita do produto no mercado.
Outro item que contribuiu para o encarecimento foi a batata, que apresentou aumento de preço em praticamente todo o país. A exceção foi Porto Alegre, onde houve queda. Em capitais como Rio de Janeiro, a alta chegou a mais de 24%. O Dieese aponta que o aumento está ligado às chuvas e ao encerramento do período de colheita, fatores que reduziram a oferta do produto.
As cestas mais baratas do país continuam concentradas nas regiões Norte e Nordeste, em cidades como Aracaju (SE), Maceió (AL), Porto Velho (RO) e Recife (PE), que registraram valores bem abaixo dos praticados nas capitais do Centro-Oeste e Sudeste.
Com base no valor da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, o Dieese estimou que o salário-mínimo necessário para cobrir despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer deveria ter sido de R$ 7.106,83 em dezembro de 2025, o equivalente a 4,68 vezes o salário-mínimo vigente de R$ 1.518.





