Servidores do Detran de Mato Grosso, dos cargos de analista do serviço de trânsito e advogado, divulgaram uma nota de repúdio contra a presidência do Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran-MT), acusando a entidade de estimular divisão interna e defender reajuste salarial restrito a apenas um grupo da carreira.
O posicionamento foi motivado por um vídeo publicado nas redes sociais do sindicato no dia 16 de abril, que, segundo os servidores, direciona críticas a cargos específicos, especialmente aos analistas, ao atribuir a eles a condução das negociações salariais.
Na nota, os servidores afirmam que a postura do sindicato contraria o papel institucional de representar toda a categoria de forma igual. Eles também apontam que a atual gestão tem adotado medidas que, na avaliação do grupo, priorizam apenas os agentes do serviço de trânsito, cargo ocupado pelos integrantes da diretoria.
Outro ponto de crítica é o Projeto de Lei Complementar nº 24/2026, que prevê reajuste de 6,5% exclusivamente para os agentes, sem contemplar os demais cargos da carreira. Os servidores afirmam que a proposta amplia desigualdades internas e repete situações anteriores, como em 2022, quando parte da categoria não foi beneficiada.
A nota também contesta a informação de que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, teria prometido votação do projeto no dia 7 de abril. Segundo o documento, o texto só foi encaminhado no dia 31 de março, o que inviabilizaria a tramitação no prazo citado.
Os servidores criticam ainda a atuação do sindicato por não buscar alterações no projeto para incluir todos os cargos, defendendo que a entidade atuou apenas pela aprovação do texto original.
Ao final, o grupo cobra uma atuação sindical mais ampla e a revisão da proposta para garantir recomposição salarial equilibrada entre todas as funções do Detran-MT.









