Os eleitores mato-grossenses votam neste domingo das 7h às 16h, pelo horário de Mato Grosso, o que corresponde às 8h e às 17h de Brasília. São 2.638.230 pessoas aptas no estado, que escolhem presidente da República, governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais. Para votar é preciso apresentar documento oficial original com foto, e o celular não pode entrar na cabine.
A confusão com o horário é comum e tem explicação simples. Mato Grosso está uma hora atrás de Brasília, e o período de votação, que vai das 8h às 17h no horário oficial do país, começa às 7h e termina às 16h para quem está no estado.
Antes de sair de casa, vale confirmar o endereço, a zona e a seção no autoatendimento eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título. Neste ano, pela primeira vez, o download e o primeiro acesso ao aplicativo continuam liberados durante os dias de votação, mudança anunciada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A Justiça Eleitoral recomenda, ainda assim, fazer a instalação com antecedência para evitar concentração de acessos.
O e-Título só serve como identificação se trouxer a fotografia do eleitor. Quem não tem a foto no aplicativo precisa apresentar carteira de identidade, identidade funcional, carteira nacional de habilitação, passaporte ou carteira de trabalho física. Cópia não é aceita.
Na seção, o celular pode ser usado para mostrar o e-Título aos mesários. Depois da identificação, o aparelho precisa ser desligado e deixado no local indicado antes de o eleitor entrar na cabine. A proibição vale também para câmeras e filmadoras, e existe para preservar o sigilo do voto. A anotação em papel com os números dos candidatos, por outro lado, está liberada.
Em Mato Grosso, a urna pede os votos nesta ordem: deputado federal, com quatro dígitos, deputado estadual, com cinco, senador, com três, governador e presidente da República, com dois cada.
Para o Senado são dois votos, porque duas das três vagas do estado estão em disputa. As duas escolhas entram na mesma conta e cada candidato tem um total único, somando o que recebeu nas duas telas. Eleitos são os dois mais votados, sem segundo turno. Os dois votos precisam ir para candidatos diferentes: se o eleitor repetir o mesmo número, a urna avisa antes de confirmar e o segundo voto é computado como nulo, enquanto o primeiro continua válido. Cada candidato ao Senado concorre com dois suplentes, cujos nomes e fotos aparecem na tela.
O voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 69 anos. Jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos têm voto facultativo, situação em que estão 303.475 eleitores no estado. Quem tem voto obrigatório e não comparecer precisa justificar a ausência, com prazo que vai até 3 de dezembro para o primeiro turno.
O transporte coletivo é gratuito nas duas maiores cidades. Em Cuiabá, o sistema opera com frota completa das 5h às 17h, e o serviço Buscar, destinado a pessoas com deficiência, funciona de forma excepcional hoje. Em Várzea Grande, a isenção vale das 6h às 18h30 em todas as linhas municipais, sem necessidade de comprovar que o passageiro está indo votar, embora o uso do cartão de transporte seja exigido.
A Lei Seca em Mato Grosso foi padronizada na quinta-feira pela Corregedoria Regional Eleitoral e vale apenas durante o período de votação, das 7h às 16h. A Portaria 05/2026 proíbe venda, fornecimento, distribuição e consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais e locais públicos nesse intervalo, e revogou as portarias editadas individualmente por juízes eleitorais, algumas com restrição desde a véspera.
A manifestação política é permitida de forma individual e silenciosa, com camiseta, boné, broche ou adesivo. Boca de urna é crime, assim como a distribuição de santinhos e a aglomeração de pessoas com roupas padronizadas perto das seções. Denúncias de propaganda irregular podem ser feitas pelo aplicativo Pardal, e casos de crime eleitoral, como compra de voto, vão para o Ministério Público Eleitoral. O TRE-MT mantém o Disque Eleitor no 0800-647-8191.
O trabalhador tem direito de se ausentar do serviço pelo tempo necessário para votar, sem desconto salarial. Casos de pressão do empregador sobre o voto podem ser denunciados ao Ministério Público do Trabalho, que mantém plantão hoje pelo telefone (65) 3313-9599.







