O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) contestou, na manhã deste domingo (04.10), os resultados das pesquisas eleitorais que o colocam atrás dos principais adversários na disputa pelo Senado em Mato Grosso. Antes de votar, o parlamentar questionou os números divulgados na reta final da campanha, especialmente o levantamento Quaest, que apontou 5% das intenções de voto para sua candidatura, e afirmou confiar no voto útil para alterar o cenário apresentado pelos institutos.
Ao ser questionado sobre os 23% de eleitores indecisos registrados pela pesquisa, Fávaro argumentou que o próprio percentual coloca em dúvida os números atribuídos aos candidatos.
“Eu acho que as pesquisas, elas próprias, se contradizem ao dizer que há um grande número de indecisos. Portanto, o número que se apresenta não é o número real. Hoje é o número das urnas. Estou muito confiante nas manifestações espontâneas das pessoas nas ruas”, declarou.
O senador também comentou a possibilidade de polarização da disputa em Mato Grosso, diante dos diferentes cenários apresentados pelos levantamentos eleitorais, incluindo o Atlas, que apontou uma configuração distinta entre os candidatos José Medeiros (PL) e Mauro Mendes (União Brasil).
Para Fávaro, a divisão observada na corrida presidencial tende a se repetir nos estados, influenciando diretamente a escolha dos eleitores para os demais cargos.
“Eu acredito que a polarização brasileira vai se transferir para todos os estados. Está claro, por exemplo, na eleição presidencial, que todos os outros candidatos diminuíram muito a intenção de voto, já na intenção do voto útil. E eu acredito nisso em Mato Grosso”, avaliou.
Apesar da expectativa de mudança no cenário, o candidato afirmou que respeitará a decisão das urnas.
“Todo voto vale. O eleitor tem sua estratégia, cada candidato tem sua estratégia. Espero que o eleitor saiba escolher e a gente vai respeitar o resultado das urnas”, pontuou.
Durante a entrevista, Fávaro também foi questionado se considera acertada a decisão de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo dos últimos seis anos, posicionamento que o colocou em um campo político diferente de parte expressiva de seus adversários em Mato Grosso.
O senador não demonstrou arrependimento e defendeu a aliança, atribuindo ao Governo Federal investimentos de R$ 4 bilhões destinados aos municípios mato-grossenses, além da retomada do Minha Casa, Minha Vida e da criação de programas sociais, como Pé-de-Meia e Gás do Povo.
“Decisão correta. Permitiu que Mato Grosso avançasse muito. Ajudamos todos os municípios mato-grossenses. Foram R$ 4 bilhões, o Minha Casa, Minha Vida voltou. Programas novos foram criados, como o Pé-de-Meia e o Gás do Povo. Tenho certeza de que foi uma decisão muito acertada”, afirmou.
Fávaro acrescentou que a parceria com Lula também representou, em sua avaliação, um compromisso com o fortalecimento da democracia e destacou a importância de uma eleição livre e soberana.
Sobre a disputa presidencial, o senador avaliou que a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) transformou a votação deste domingo em uma espécie de segundo turno antecipado. Ele disse estar animado com as manifestações de apoio ao presidente registradas durante a campanha em grandes centros, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
O parlamentar revelou ainda que foi convidado para uma reunião com Lula, marcada para segunda-feira (5), às 15h, em Brasília, na coordenação da campanha presidencial.
“A expectativa, óbvia, é que, se a gente conseguir fechar no primeiro turno, é melhor. Mas entendemos que é difícil, porque os outros candidatos ainda têm 9%, 10% de intenção de voto. Só se avançar no voto útil ainda hoje. Senão, deve ter segundo turno, e a gente vai estar muito aguerrido para fazer continuar o presidente Lula no comando desse país”, declarou.
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