Os primeiros boletins de urna de seções eleitorais no exterior mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, à frente na Austrália, China, Coreia do Sul, Malásia, Nova Zelândia e Singapura, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera no Japão, nas Filipinas, na Tailândia, em Taipei e em Abu Dhabi. A votação para presidente já terminou neste domingo (4) em países da Ásia e da Oceania por causa do fuso horário. Os dados são parciais e não oficiais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só começa a divulgar a totalização, no Brasil e no exterior, às 17h de Brasília, 16h em Mato Grosso.
O Japão concentra a maior votação apurada até agora fora do país. Flávio recebeu 24.601 votos, 71,59% do total, contra 5.222 de Lula, que ficou com 15,20%. O escritor Augusto Cury aparece em terceiro, com 1.555 votos, seguido por Renan Santos, com 1.195.
Na Austrália, segundo maior volume entre os boletins disponíveis, o resultado se inverte. Lula somou 4.562 votos, 53,98%, e Flávio, 2.579, ou 30,52%. A vantagem do presidente foi ainda maior na Nova Zelândia, onde teve 70,48% dos votos, 234 contra 64 do senador.
Lula também venceu na China, com 367 votos (56,63%) contra 203 de Flávio, na Coreia do Sul, por 123 a 72, em Singapura, por 190 a 92, e na Malásia, por 44 a 27.
Do lado de Flávio, a diferença foi mais apertada nos colégios menores. Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, ele teve 659 votos (48,92%) contra 469 de Lula. Em Taipei, 107 a 77. Na Tailândia, 51 a 40, e nas Filipinas, 33 a 26. Na Índia, com uma das duas seções apuradas, o senador tinha 26 votos e o presidente, 24.
Renan Santos, Augusto Cury, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem na sequência na maior parte dos boletins, sem passar de 9% em nenhum dos locais. A melhor marca entre eles foi a de Renan Santos na Malásia, com 8,54%.
Quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar fora do país, em 186 cidades de 134 países. Eles escolhem apenas presidente e vice-presidente. Os maiores colégios eleitorais estão nos Estados Unidos, em Portugal e no Japão.
O boletim de urna é impresso por cada urna eletrônica ao fim da votação e afixado na porta da seção para consulta pública. Os mesmos dados são enviados à Justiça Eleitoral para a totalização, e o TSE disponibiliza os boletins na internet para que possam ser comparados com os impressos nas seções.







