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Jurídico Sábado, 21 de Março de 2026, 12:19 - A | A

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Cuiabá

Disputa pela Santa Casa esquenta após nova proposta de R$ 48 milhões

Estado aceita pagar R$ 30 milhões à vista, mas proposta de R$ 48 milhões de instituto muda cenário

Rojane Marta/Fatos de MT

briga pela compra do prédio da Santa Casa de Cuiabá entrou em nova fase depois que a Justiça do Trabalho abriu prazo para que os credores se posicionem sobre duas propostas milionárias em disputa — uma do Governo do Estado, que aceita pagar R$ 30 milhões à vista, e outra do Instituto Evangelístico São Marcos, que subiu a oferta para R$ 48 milhões.

A decisão foi assinada nesta quinta-feira (19) pela juíza Eliane Xavier, da Coordenadoria de Apoio à Efetividade da Execução (Caex), no TRT de Mato Grosso, que deu prazo de cinco dias para manifestação da comissão de credores e da própria Santa Casa.

O despacho foi publicado um dia depois de o Governo do Estado aceitar a contraproposta apresentada pelos trabalhadores, elevando de R$ 25 milhões para R$ 30 milhões o valor oferecido pelo imóvel.

Já na quarta-feira (18), a Justiça recebeu a nova proposta do Instituto Evangelístico São Marcos, que aumentou a oferta de R$ 40 milhões para R$ 48 milhões. O plano prevê carência de seis meses para início dos pagamentos, seguida de parcelas mensais fixas de R$ 500 mil — antes, o prazo de carência era de 12 meses.

A nova movimentação travou qualquer avanço imediato no processo e obrigou a abertura de uma nova rodada de manifestações antes da definição sobre a venda do imóvel.

Ao comentar o andamento do caso, a juíza destacou a expectativa de quitação total das dívidas trabalhistas. “A dívida está em torno de R$ 48 milhões e a nossa perspectiva é de realmente pagar todos os créditos”, afirmou.

Segundo a magistrada, há mecanismos que podem acelerar esse processo. “Temos normas aqui que favorecem aqueles que optam pelo deságio de 30% e acreditamos que vamos conseguir sim pagar a todos, inclusive porque cabe lembrar que esse prédio da Santa Casa é o único bem que pode ser utilizado para o pagamento dessas verbas trabalhistas.”

A juíza também avaliou como positivo o surgimento de novas propostas e lembrou que se trata de uma execução antiga. “Esperamos que de fato seja concluído, e o papel da Justiça do Trabalho é justamente fazer o pagamento dessas verbas trabalhistas”, disse.

O processo reúne cerca de 800 ações trabalhistas e, agora, entra em fase decisiva. Após a manifestação da comissão de credores, caberá à magistrada analisar as posições apresentadas e definir os próximos passos para a venda do imóvel.

 

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