O empresário Jorlan Cristiano Ferreira foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde, nesta quarta-feira (15.04).
A vítima, Mayla Rafaela Martins, era uma mulher transexual. Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o homicídio foi motivado por menosprezo e discriminação em razão da condição feminina, o que caracterizou a qualificadora do feminicídio.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime teve como motivação o sentimento de posse do réu após a recusa da vítima em manter um relacionamento.
O assassinato ocorreu na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial no bairro Parque das Emas, em Lucas do Rio Verde. A vítima foi morta com golpes de arma branca.
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Após o crime, o empresário tentou ocultar os vestígios. Segundo as investigações, ele limpou o local, descartou objetos pessoais da vítima e transportou o corpo até uma área rural no município de Sorriso, onde o cadáver foi abandonado em uma lavoura.
O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no júri, afirmou que a decisão reforça o enfrentamento à violência de gênero. Segundo ele, o reconhecimento do feminicídio no caso de uma mulher transexual representa avanço na aplicação do princípio da igualdade.
A condenação foi definida pelo Conselho de Sentença, que acolheu integralmente a tese do Ministério Público quanto à motivação do crime e às circunstâncias posteriores à morte.









