22 de Abril de 2026
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Jurídico Terça-feira, 21 de Abril de 2026, 09:12 - A | A

Terça-feira, 21 de Abril de 2026, 09h:12 - A | A

dívida de R$ 33 milhões

Justiça decreta falência de grupo rural ligado a ex-prefeito em MT

Decisão aponta falta de documentos e não pagamento de administrador judicial

Rojane Marta/Fatos de MT

A Justiça de Rondonópolis decretou a falência do chamado Grupo Bueno, formado por produtores rurais, entre eles o ex-prefeito de Campinápolis José Bueno Vilela, após o descumprimento de obrigações básicas no processo de recuperação judicial. A decisão é do juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, que classificou as falhas como graves e sem possibilidade de correção.

O grupo havia pedido recuperação judicial em 2023, alegando dificuldades financeiras provocadas por fatores como estiagem, aumento no custo de insumos e instabilidade econômica. A dívida estimada no processo gira em torno de R$ 33 milhões.

No entanto, durante a tramitação, o administrador judicial informou ao juízo que os produtores deixaram de cumprir obrigações essenciais, como o pagamento de sua remuneração e a entrega de documentos contábeis obrigatórios.

Mesmo após determinação judicial para regularização das pendências, o grupo permaneceu inerte. Segundo a decisão, a falta de informações contábeis inviabilizou a fiscalização das atividades e comprometeu a transparência do processo.

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O magistrado destacou que a apresentação de relatórios financeiros não é uma formalidade, mas requisito central da recuperação judicial, pois permite avaliar se a empresa tem condições de se reerguer.

A sentença também aponta que a ausência prolongada desses documentos indica possível inconsistência ou inexistência de dados confiáveis, o que torna inviável a continuidade do processo.

Com base nesses elementos, a recuperação judicial foi convertida em falência, conforme previsto na legislação.

O grupo é composto ainda por Ana Lúcia Correia Cação, Luciana Cação Vilela Bueno e Débora Henrique de Araújo, com atuação na pecuária e na produção de soja em Campinápolis.

Com a decretação da falência, os bens dos envolvidos passam a ser administrados judicialmente para pagamento dos credores, e os empresários ficam impedidos de exercer atividade empresarial até o encerramento do processo.

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