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Jurídico Sábado, 28 de Março de 2026, 11:04 - A | A

Sábado, 28 de Março de 2026, 11h:04 - A | A

Iter Mali

Justiça mantém presa suspeita de operar dinheiro do tráfico em VG

Apontada como operadora financeira do grupo, Jackeline teve pedido de prisão domiciliar analisado

Rojane Marta/Fatos de MT

Apontada pela Polícia Civil como uma das responsáveis pela movimentação financeira de um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, Jackeline Santana da Silva Nascimento teve a prisão mantida pela Justiça de Mato Grosso durante audiência de apresentação realizada nesta quinta-feira (26), em Várzea Grande. A decisão é do juiz Wladymir Perri, da 3ª Vara Criminal, que não identificou irregularidades na custódia e determinou a continuidade da análise do caso.

Jackeline é alvo da Operação Iter Mali, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que investiga uma organização criminosa estruturada para o tráfico de drogas com atuação em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a apuração, ela exerceria papel estratégico na estrutura do grupo, com atuação na gestão financeira e no suporte jurídico das atividades ilícitas.

De acordo com as investigações, a suspeita utilizaria contas bancárias de terceiros e transferências via PIX para movimentar valores oriundos do tráfico, prática que, segundo a Polícia Civil, indicaria tentativa de ocultação da origem dos recursos.

Durante a audiência, a defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. O pedido foi apresentado oralmente, sob argumento de circunstâncias pessoais da custodiada.

Ao analisar o caso, o magistrado afirmou que a prisão foi decretada por autoridade competente e que, até o momento, não há elementos que indiquem ilegalidade na medida. Ele também registrou que a própria investigada declarou não ter sofrido qualquer tipo de agressão no momento da prisão.

Diante disso, o juiz determinou a abertura de vista ao Ministério Público para que se manifeste sobre o pedido da defesa. Somente após essa etapa, o caso será novamente analisado para decisão definitiva sobre eventual substituição da prisão.

Outro ponto abordado na audiência foi o pedido do Tribunal de Defesa das Prerrogativas da OAB em Mato Grosso, que requereu o envio de informações sobre a prisão da investigada, incluindo cópia do inquérito e da ata da audiência, para análise no âmbito ético-disciplinar.

A operação que resultou na prisão segue em andamento e apura a atuação de diversos envolvidos na estrutura investigada.

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