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Jurídico Domingo, 08 de Novembro de 2026, 09:04 - A | A

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NOME DE ZUQUIM

STJ nega recurso de advogado investigado por usar o nome do presidente do TJMT em golpes

Para o relator, a validade das provas e das buscas deve ser discutida primeiro no Juízo das Garantias de Cuiabá

Da Redação

STJ rejeita pedido de advogado investigado por golpes com nome do presidente do TJMT

STJ rejeita pedido de advogado investigado por golpes com nome do presidente do TJMT

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça, negou seguimento a um habeas corpus da defesa do advogado Rafael Moraes Valente, investigado por participar de um esquema que teria usado o nome do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, para aplicar golpes em Cuiabá. A decisão foi assinada na quinta-feira (5) e publicada no Diário da Justiça Eletrônico nesta sexta (6).

A defesa pedia a anulação das buscas e de todas as provas obtidas, com o argumento de que o corregedor-geral não teria competência para autorizar medidas cautelares penais, como buscas domiciliares, enquanto o caso tramitava na Corregedoria-Geral da Justiça. O relator não conheceu do pedido. Ele apontou que a investigação já voltou à primeira instância e que o Juízo das Garantias de Cuiabá ainda não decidiu sobre a validade das provas, de modo que a questão precisa passar antes pelas instâncias inferiores.

O ministro registrou ainda que as medidas foram requeridas pelo Ministério Público e que a Corregedoria não abriu a apuração por conta própria, o que, segundo ele, diferencia este caso de decisões anteriores sobre a atuação de corregedores em investigações criminais.

A apuração começou a partir de um episódio de 12 de agosto de 2025. Um motorista de aplicativo foi chamado para uma corrida até o TJMT, em Cuiabá, com a informação de que o presidente da Corte seria o destinatário de uma encomenda. Ao chegar, o motorista recebeu um envelope com R$ 10 mil. A presidência do tribunal afirmou que não tinha conhecimento da entrega e que não a havia solicitado nem autorizado.

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Conforme a investigação, os nomes do desembargador José Zuquim Nogueira e dos juízes Francisco Ney Gaiva e Geraldo Fidelis teriam sido usados para dar credibilidade às negociações do grupo, e os três aparecem como possíveis vítimas no material enviado ao STJ. Os crimes apurados são falsidade ideológica e associação criminosa. Ninguém foi condenado, e a investigação segue na primeira instância, onde a defesa ainda pode discutir a validade das provas.

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