A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (08.10), a Operação Fio, contra um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Ao todo, são cumpridas 26 ordens judiciais em Mato Grosso e São Paulo.
A operação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e conta com apoio de unidades da Polícia Civil de Mato Grosso e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos.
Entre as medidas estão cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol d’Oeste e no litoral sul de São Paulo.
Investigação
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura a atuação de integrantes de um grupo suspeito de comercializar drogas e movimentar recursos provenientes das atividades criminosas.
Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada por alguns dos investigados. Também há suspeitas de utilização de pessoas físicas e empresas para circulação e ocultação de valores.
Um dos alvos da operação teria deixado a região de Cuiabá após ser alvo de uma tentativa de homicídio dentro de um hotel em Várzea Grande. Na ocasião, homens armados teriam invadido o estabelecimento e efetuado vários disparos contra ele, mas o investigado não foi atingido.
Após o atentado, ele teria deixado a região e se deslocado para outra localidade. A Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do ataque e eventual relação com as atividades investigadas na Operação Fio.
Bloqueio de valores
As 12 ordens de bloqueio financeiro foram estabelecidas de acordo com a situação de cada investigado. Em alguns casos, a Justiça autorizou o bloqueio integral dos ativos eventualmente encontrados.
Para outros alvos, foram definidos limites individuais que variam de aproximadamente R$ 300 mil a R$ 1,4 milhão.
Segundo a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo atingir financeiramente o grupo investigado, preservar provas e impedir eventual ocultação ou transferência de valores relacionados aos crimes apurados.
O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado pelos investigadores. A operação deve gerar novas diligências para aprofundar a identificação dos envolvidos e esclarecer a estrutura financeira do grupo.
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