A paralisação de uma obra em uma escola municipal de Cuiabá virou alvo de cobrança na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (19). Ao usar a tribuna, a vereadora Maysa Leão afirmou que alunos da unidade, localizada na região do Parque Cuiabá, estão em situação precária, com risco à saúde e sem perspectiva de conclusão da reforma iniciada no ano passado.
Segundo a parlamentar, a empresa responsável abandonou o serviço há mais de seis meses e, desde então, as famílias não receberam uma resposta clara sobre quando os trabalhos serão retomados. Maysa disse que apenas uma sala ficou pronta e que as crianças seguem estudando em condições inadequadas.
Na fala, a vereadora relatou que os estudantes convivem com pombos nas proximidades do espaço onde fazem as refeições e com a presença de animais peçonhentos. “As crianças estão em ambiente insalubre, com pombos e escorpiões”, declarou.
Ela também afirmou que os alunos não conseguem usar o pátio por falta de segurança e acabam restritos à sala de aula. Para a vereadora, a demora na solução agravou um problema que já era antigo na unidade, considerada tradicional na região.
Maysa disse ainda que já apresentou indicação, se reuniu com a Secretaria de Educação e voltou a cobrar providências, mas a obra continua sem previsão de retomada. “Não tem previsão de retomada há mais de seis meses”, afirmou.
Durante o discurso, a parlamentar também criticou o que classificou como falta de prioridade da gestão municipal na área da educação. Sem citar um programa específico da prefeitura, ela comparou o debate sobre ações pontuais nas escolas com a realidade estrutural encontrada por parte dos alunos. “Fala-se em baguncinha saudável, mas falta telhado nas escolas”, disse.
A cobrança ocorre em meio a questionamentos sobre a estrutura da rede municipal, especialmente em unidades que passam por reforma ou aguardam manutenção. Na avaliação da vereadora, a prefeitura precisa apresentar planejamento, cronograma e uma resposta imediata para evitar mais prejuízos aos estudantes.










