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Política Domingo, 22 de Fevereiro de 2026, 11:00 - A | A

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discurso ALMT

Barranco diz que CPI da Saúde precisa expor “leitos que no papel existiam, mas na prática não estavam”

Deputado afirma que recursos da pandemia teriam sido apropriados por organização criminosa dentro da Secretaria de Saúde

Rojane Marta/Fatos de MT

"Enquanto muitas famílias peregrinavam e oravam para que Deus pudesse salvar essas vidas, dentro da Secretaria de Estado de Saúde nós tínhamos uma organização criminosa que se apropriava dos recursos públicos.” A declaração foi feita pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT), na sessão desta quinta-feira (19), ao defender a instalação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

No discurso, Barranco afirmou que a comissão precisa investigar denúncias surgidas a partir de operações da Polícia Judiciária Civil durante a pandemia da Covid-19. Segundo ele, relatórios da investigação indicariam que ocupações hospitalares teriam sido forjadas. “Forjando leitos e ocupações de leitos que não existiam. E para que essas ocupações fossem forjadas, muitas pessoas morreram porque não tinham acesso a esses leitos que no papel estavam ocupados, mas que lá na prática não estavam”, declarou.

O deputado informou que o líder do bloco, Lúdio Cabral (PT), já encaminhou memorando indicando Wilson Santos (PSD), autor do requerimento da CPI, como membro titular da comissão, com o próprio Lúdio como suplente. Barranco afirmou que apoia a investigação “desde o seu princípio” e elogiou a coleta de assinaturas.

Ao defender a abertura da CPI, o parlamentar afirmou que a Assembleia tem o dever constitucional de fiscalizar o Executivo. “É papel dos deputados estaduais fiscalizar e não deixar que situações de apropriação indevida de recursos públicos para fins particulares ocorram no governo do Estado de Mato Grosso”, disse.

Barranco sustentou que a CPI deve esclarecer o uso dos recursos destinados ao enfrentamento da pandemia e permitir que os citados nas investigações apresentem defesa no âmbito legislativo. O governo estadual já afirmou, em outras ocasiões, que as contratações realizadas durante a Covid-19 obedeceram à legislação e que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos competentes.

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