25 de Março de 2026
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Política Quarta-feira, 25 de Março de 2026, 09:57 - A | A

Quarta-feira, 25 de Março de 2026, 09h:57 - A | A

Agricultura

De saída, Fávaro pressiona por sucessor de MT no ministério

Ministro afirma que abriu mais de 550 mercados, critica juros e quer manter Mato Grosso no governo federal

Rojane Marta/Fatos de MT

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), afirmou que deixará o cargo para disputar as eleições deste ano e defendeu o legado à frente da pasta, destacando a abertura de mais de 550 mercados internacionais para produtos brasileiros, a condução de crises sanitárias e a ampliação de políticas voltadas à agricultura familiar. A declaração foi dada em entrevista ao podcast Política de Primeira, ao abordar sua saída do governo e o cenário político em Mato Grosso.

Durante a entrevista, Fávaro disse que deixa o ministério com “sentimento de felicidade” e avaliou como principal resultado a retomada da política internacional do agro. Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ampliar relações comerciais, o que resultou na abertura de novos mercados para produtos como carne, algodão, frutas e subprodutos do milho.

“Eu fico muito feliz. Imagine um pequeno produtor chegar a ser ministro da Agricultura de um grande estadista como o presidente Lula”, afirmou.

O ministro também citou a atuação diante de crises sanitárias como um dos principais desafios da gestão. Ele mencionou episódios como o registro de encefalopatia espongiforme bovina e casos de gripe aviária, afirmando que as situações foram resolvidas com rapidez e transparência, evitando impactos mais duradouros nas exportações brasileiras. “Não vacilei, tratei com transparência, fui à China imediatamente e em 29 dias o mercado estava aberto”, afirmou.

Outro ponto destacado foi a relação comercial com a China, principal parceiro do Brasil no setor. Fávaro afirmou que o governo conseguiu manter a confiança do mercado chinês mesmo diante de questionamentos sobre a qualidade da soja brasileira, após ajustes em protocolos sanitários e comerciais. “Mostramos que o Brasil tem reconhecimento mundial quanto à sanidade dos produtos que exporta e já estamos exportando com normalidade”, declarou.

No campo econômico, o ministro criticou o nível da taxa básica de juros no país e defendeu medidas para ampliar o crédito ao produtor rural, incluindo linhas dolarizadas com taxas menores. Ele também orientou cautela aos produtores diante da alta recente nos preços de fertilizantes, associada a conflitos internacionais, e sugeriu o uso de alternativas como bioinsumos para reduzir custos.

Fávaro também ressaltou ações voltadas à agricultura familiar, como a instalação de unidade da Embrapa na Baixada Cuiabana, programas de recuperação de solo e ampliação de certificações sanitárias, que passaram a permitir a comercialização de produtos de pequenos produtores em novos mercados.

Na área de infraestrutura, o ministro destacou projetos de integração logística com países vizinhos, especialmente a Bolívia, como forma de reduzir custos de transporte e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro. Ele também citou o acordo entre Mercosul e União Europeia como uma oportunidade para ampliar exportações, com início previsto para maio.

Ao falar sobre política, Fávaro confirmou que pretende disputar o Senado e afirmou que quer apresentar aos eleitores o resultado de sua atuação. “Eu vou prestar conta a todos os mato-grossenses do que fiz nesses sete anos como senador”, declarou.

Ele também disse ter solicitado ao presidente Lula a manutenção de um representante de Mato Grosso no governo federal. “Pedi ao presidente que, ao tirar um ministro da Agricultura de Mato Grosso, contemple outro mato-grossense”, afirmou.

 

O ministro ainda avaliou que o cenário eleitoral deve ser competitivo e voltou a defender o governo federal, afirmando que políticas públicas recentes impulsionaram obras e investimentos em Mato Grosso, como habitação, rodovias e infraestrutura.  “Muita gente da agropecuária vai apoiar para que o presidente Lula tenha continuidade nesse trabalho”, disse.

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