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Política Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026, 08:00 - A | A

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FIM DA ESCALA 6X1

Pivetta fala em “populismo” após Flávio apoiar fim da escala 6x1

Governador comentou a mudança de posição do candidato do PL no lançamento da Casa 22, em Cuiabá, e defendeu negociação entre patrões e empregados

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (13), em Cuiabá, que “a temporada do populismo tomou conta do país” ao ser questionado sobre a decisão do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de votar a favor do fim da escala 6x1. A declaração foi dada no lançamento da Casa 22, estrutura que serviu à campanha de reeleição do governador e passou a abrigar a campanha de Flávio em Mato Grosso no segundo turno.

Horas antes, em Brasília, Flávio havia anunciado que votará a favor da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1. A PEC tem votação em primeiro turno prevista para quarta-feira (14) no Senado. Até então, o senador vinha criticando a proposta e defendendo um modelo alternativo de jornada flexível.

Pivetta não comentou diretamente a decisão do candidato que apoia. “Eu sempre fui favorável à liberdade econômica. Sou favorável à negociação entre as partes”, disse. Em seguida, citou a própria trajetória. “Eu valorizo o trabalho, eu sou um trabalhador, eu vim para cá na boleia do caminhão, eu sei o que é trabalhar.”

O governador afirmou que a prioridade deveria ser a qualificação e a renda. “Nós não vamos enriquecer ninguém com salário mínimo. Nós precisamos é melhorar a qualidade do trabalho”, declarou. Na sequência, criticou o que chamou de cultura de assistencialismo. “Nós não queremos esmola. No país se criou essa tradição de dar esmola, de comprar voto com acenos populistas.” E encerrou a resposta com um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “Chega, Lula! Tchau!”

Para o segundo turno, Pivetta estabeleceu uma meta para o estado. Flávio venceu em Mato Grosso no primeiro turno com 65,15% dos votos válidos, e o governador quer chegar a 75%. “Nós vamos fazer o que for possível, dentro da legalidade, para aumentar o percentual de votação”, disse. Segundo ele, a campanha vai pedir que compareçam às urnas inclusive os eleitores que faltaram no primeiro turno.

A Casa 22 é o antigo comitê da campanha do governador. “A Casa 10 foi muito boa, até que foi necessário. Agora virou Casa 22, porque nós, brasileiros, precisamos que o 22 ganhe a eleição”, afirmou. O deputado estadual Júlio Campos (União), que esteve em campo oposto ao do governador na disputa estadual, participou do evento. “Estão todos convidados”, respondeu Pivetta, ao ser perguntado sobre a presença de antigos adversários.

Na área da segurança pública, o governador rebateu críticas do ex-governador Pedro Taques. Segundo a pergunta feita a Pivetta, Taques disse em ato do PT que Mato Grosso deixou a porta aberta para a criminalidade. “Ele esqueceu de citar que Mato Grosso está no coração do Brasil”, respondeu. Pivetta lembrou que o estado tem 900 quilômetros de fronteira com a Bolívia e cobrou a presença de forças federais na região.

O governador defendeu ainda que organizações criminosas sejam tratadas como terroristas e citou o ataque à casa do vereador Wesley Cláudio (Novo), em Rondonópolis, no fim de setembro. Na ocasião, o parlamentar e a família foram feitos reféns e ele foi ferido. “Foi, sim, um ato terrorista na casa do vereador. Quem tem dúvida de que foi um ato terrorista?”, disse Pivetta.

Sobre a possibilidade de Mato Grosso ganhar ministérios num eventual governo Flávio, com nomes como o do ex-governador Mauro Mendes (União) citados nos bastidores, Pivetta evitou o assunto. “Sinceramente, eu não consigo pensar nisso”, respondeu.

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