O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), eleito no primeiro turno neste domingo (4) para comandar Mato Grosso até 2030, afirmou em discurso a apoiadores que o resultado mostra que o eleitor "não quer retrocesso" e "não aceita picareta na política". Emocionado, ele agradeceu a Deus e aos eleitores e disse ter sido surpreendido positivamente com a votação, que chegou a cerca de 61% dos votos válidos na apuração parcial.
"O povo de Mato Grosso demonstrou claramente que não entra no conto do vigário, que não entra em conversa fiada", disse Pivetta, sob aplausos. "Acho que a resposta veio do tamanho que tinha que ser, e eu vou obedecer à população de Mato Grosso nesses próximos quatro anos."
No início da fala, o governador relacionou a vitória à própria trajetória no estado. Disse ter percorrido muitos quilômetros pela BR-163 e lembrou de amigos que perdeu ao longo de 44 anos vividos em Mato Grosso. "Eu não acredito que, se não fosse vontade de Deus, eu estaria aqui hoje", afirmou.
Em entrevista à imprensa, Pivetta admitiu que não esperava uma margem tão ampla. "Eu tinha muita fé que ia ganhar, mas me senti extremamente feliz e surpreendido positivamente com a população", declarou. Segundo ele, a votação aumenta a responsabilidade do novo mandato. "O povo de Mato Grosso foi generoso comigo, e eu vou devolver essa confiança para a população."
Questionado sobre os ataques recebidos durante a campanha, respondeu que eles foram "suplantados, perdoados e esquecidos". Sobre a relação com o Legislativo, disse que vai "formar uma base na Assembleia para poder governar".
Pivetta evitou falar sobre mudanças no secretariado e sobre os planos para o próximo governo. Afirmou que preferia aproveitar a noite com quem coordenou a campanha e que trataria desses assuntos nesta segunda-feira. Perguntado se tiraria folga, riu: "Amanhã é segunda-feira, vamos trabalhar".
Depois das entrevistas, o governador seguiu com apoiadores para a praça do Choppão, em Cuiabá, onde disse que encontraria o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado.
Pivetta assumiu o governo em março, quando Mauro Mendes renunciou para disputar a eleição, e terá Gisela Simona (União) como vice no mandato que começa em 6 de janeiro de 2027.
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