O vereador Cleyton Nassarden, o Sardinha (MDB), criticou nesta terça-feira (17), durante sessão da Câmara de Várzea Grande, a atuação da Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo e classificou a gestão como “incompetente” ao relatar a situação da Rua Aroeira, no bairro Mapim, que, segundo ele, enfrenta problemas de infraestrutura há mais de uma década. A fala foi direcionada ao secretário da pasta, Celso Luiz Pereira, responsável pelos serviços de manutenção urbana no município.
Ao levar o caso ao plenário, o vereador disse que recebeu pedido de ajuda de moradores e relatou dificuldades de acesso à via. Segundo ele, a situação impede a entrada de serviços básicos. “Lá não consegue descer um Uber, o mercado não entrega, uma ambulância não entra. O povo da Rua Aroeira está esquecido”, afirmou.
Durante o discurso, o parlamentar fez comparação com a gestão anterior da mesma secretaria e, em tom irônico, lançou a expressão “hashtag Volta Luiz Celso”. “Eu estou quase fazendo uma campanha aqui, hashtag Volta Luiz Celso, porque não é possível tanta incompetência. Antigamente eu achava que o Luiz Celso era ruim, mas nós estávamos no céu”, disse.
Sardinha também convidou o secretário a visitar o local e conhecer a realidade enfrentada pelos moradores. “Eu convido o secretário Celso Luiz a ir morar comigo lá na Rua Aroeira por 30 dias. Porque não é possível um homem que não sabe onde fica uma rua em Várzea Grande e que não sente a dor do povo”, declarou.
Segundo o vereador, os problemas na via se arrastam há cerca de 10 a 12 anos, sem solução. Ele cobrou serviços básicos, como patrolamento e cascalhamento, e apontou falta de equipamentos e planejamento.
O parlamentar também criticou a estrutura administrativa da secretaria. De acordo com ele, há servidores com salários elevados enquanto faltam máquinas para execução dos serviços. “Se não tem máquina, se não tem estrutura, o que esse povo está fazendo lá dentro? Um para abrir porta, outro para fechar, tudo com salário alto. Então exonera todo mundo e fica só o secretário para administrar o prédio”, afirmou.
Ainda durante a fala, Sardinha relatou uma situação que, segundo ele, demonstra a precariedade dos serviços. “Eu vi dois trabalhadores tampando buraco com saco plástico, jogando massa e batendo com o pé. Que vergonha para Várzea Grande”, disse.
Na avaliação do vereador, os problemas de infraestrutura contrastam com os gastos da administração. Ele citou valores de salários dentro da secretaria e sugeriu redirecionamento de recursos para contratação de máquinas e execução de serviços. “Um salário de R$ 6 mil com verba indenizatória de R$ 7.500 dá mais de R$ 13 mil. Isso dava para fazer hora de máquina. Se não tem máquina, corta salário e contrata serviço para atender a população”, afirmou.
A crítica ocorre em meio a reclamações frequentes sobre a situação das vias urbanas de Várzea Grande, com registros de buracos e dificuldades de tráfego em diferentes bairros. Ao expor o caso do Mapim, o vereador ampliou o debate no Legislativo sobre a atuação da Secretaria de Obras e a resposta da gestão municipal às demandas de infraestrutura.










