09 de Março de 2026
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Política Domingo, 08 de Março de 2026, 11:40 - A | A

Domingo, 08 de Março de 2026, 11h:40 - A | A

Projeto de lei

Vereador propõe proibir educação sexual do 1º ao 5º ano em Várzea Grande

Texto estabelece que nenhuma atividade sobre sexualidade poderá ser ministrada aos alunos dessa faixa escolar, mesmo com autorização dos pais

Rojane Marta/Fatos de MT

Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Várzea Grande propõe proibir a oferta de conteúdos relacionados à educação sexual para alunos do 1º ao 5º ano nas escolas municipais. A proposta foi protocolada pelo vereador Bruno Lins Rios (PL) e prevê que instituições da rede básica não poderão ministrar aulas, orientações ou atividades pedagógicas que tratem do tema.

De acordo com o texto do Projeto de Lei nº 65/2026, a proibição se aplica a qualquer atividade de ensino, orientação ou informação relacionada à sexualidade dentro das unidades escolares que atendem estudantes dessa faixa etária.

O documento detalha que a vedação abrange conteúdos ligados ao desenvolvimento biológico do corpo e das funções sexuais, aspectos psicológicos relacionados a emoções e sentimentos sobre sexualidade, discussões sociais sobre relações interpessoais e papéis de gênero, além de temas éticos envolvendo valores e direitos associados à sexualidade.

Outro ponto previsto na proposta estabelece que as escolas não poderão ministrar esse tipo de conteúdo mesmo que haja consentimento dos pais ou responsáveis legais dos alunos.

A proposta ainda determina que a eventual lei entrará em vigor na data de sua publicação, caso seja aprovada pelo plenário da Câmara Municipal e posteriormente sancionada pela prefeita Flávia Moretti.

Na justificativa do projeto, o vereador argumenta que o tema da educação sexual nas escolas envolve discussões consideradas delicadas, como identidade de gênero, orientação sexual, saúde reprodutiva e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Segundo ele, a abordagem inadequada desses conteúdos pode gerar consequências negativas para crianças em processo de desenvolvimento.

O parlamentar também afirma que muitos professores não possuem qualificação específica para tratar do tema em sala de aula e que a ausência de preparo pode levar à transmissão de informações equivocadas ou à formação de preconceitos e tabus entre os alunos.

O projeto agora deve seguir para análise nas comissões permanentes da Câmara antes de eventual votação em plenário.

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