A colheita do algodão em Mato Grosso alcançou 97,30% da área plantada até 4 de setembro, ritmo acima da média dos últimos cinco anos, de 95,24%, e do registrado na safra passada, quando 92,23% das lavouras haviam sido colhidas na mesma data. Em apenas uma semana, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais, puxado pela conclusão dos trabalhos em diversas propriedades do Estado. Os números são do levantamento de campo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), feito em parceria com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Nesta reta final, o Noroeste e o Médio-Norte apresentam os melhores índices de produtividade entre as regiões produtoras. O desempenho dessas duas áreas ajudou a sustentar o resultado estadual, mesmo com as diferenças verificadas entre os polos de produção.
Nas usinas, o beneficiamento da fibra também segue em ritmo acelerado. Segundo o levantamento, o algodão processado mantém padrão comercial competitivo, sem grandes prejuízos à qualidade, embora tenham sido registrados casos pontuais de pluma manchada.
Com a colheita praticamente encerrada, a Ampa orienta os produtores a concentrar os esforços no manejo de pós-colheita. As prioridades são a retirada dos fardos das lavouras, a eliminação das soqueiras, restos da planta que permanecem no campo após a colheita e servem de abrigo e alimento ao bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura, e o preparo do solo para a próxima safra.







