O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou a lista de cultivares de soja indicadas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a safra 2026/2027 em Mato Grosso e em outras unidades da federação. A portaria, assinada em 9 de setembro pelo secretário substituto de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União e já está em vigor. Para Mato Grosso, a relação soma mais de 800 cultivares, desenvolvidas por 25 empresas e instituições de pesquisa.
As indicações do Zarc têm efeito direto no acesso a mecanismos de proteção e financiamento da produção. O uso de cultivares listadas está entre as exigências para acesso ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e à subvenção federal ao prêmio do seguro rural. Instituições financeiras também consideram o zoneamento na concessão de crédito rural.
A atualização foi publicada com o plantio já liberado no estado. O vazio sanitário terminou em 6 de setembro, e a semeadura da safra 2026/2027 está autorizada em Mato Grosso de 7 de setembro a 7 de janeiro de 2027. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta uma colheita de 48,88 milhões de toneladas no estado.
Todo o território de Mato Grosso aparece na portaria dentro da macrorregião sojícola 4. As cultivares são divididas em três grupos, conforme o ciclo. O grupo I, de materiais mais precoces, concentra a maior parte da lista, com 509 registros. O grupo II, de ciclo intermediário, tem 279, enquanto o grupo III, das cultivares mais tardias, reúne 35.
A GDM Genética do Brasil tem o maior número de materiais indicados para Mato Grosso, com 179. Em seguida aparecem Syngenta, com 132, e TMG, com 121. FTS Sementes, D&PL Brasil e Basf completam o grupo das seis empresas com maior número de cultivares na relação. A Embrapa Soja, identificada no ato como Centro Nacional de Pesquisa de Soja, tem 33 materiais listados. O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) aparece com nove e a Universidade Federal de Viçosa, com um.
A portaria não informa quais cultivares foram incluídas ou retiradas em relação à lista anterior. As indicações valem para a safra 2026/2027. Além de Mato Grosso, o ato atualiza as relações de outros estados, entre eles Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pará.







