14 de Abril de 2026
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Artigos Segunda-feira, 13 de Abril de 2026, 13:30 - A | A

Segunda-feira, 13 de Abril de 2026, 13h:30 - A | A

Lucas do Chapéu do Sol*

O preço de ousar disputar

Por Lucas do Chapéu do Sol*

Nunca imaginei que simplesmente me colocar à disposição para disputar uma vaga na Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande fosse suficiente para me transformar em alvo. Mas foi. No instante em que manifestei minha vontade de disputar, começou a enxurrada: perseguições, tentativas de difamação, denúncias sem sustentação e matérias de teor duvidoso, como se o ato de disputar fosse, por si só, uma transgressão. Preciso ser honesto com a população: não me arrependo. Coloquei-me à disposição porque acredito que a alternância de poder é o oxigênio da democracia, porque entendo que uma Casa Legislativa saudável precisa de diferentes vozes, diferentes visões e diferentes representações, e porque sei que, quando uma estrutura de poder reage com tanto vigor a uma simples manifestação de candidatura, algo está muito errado.

Mas aqui faço uma pergunta que não consigo tirar da cabeça: tanto esforço assim apenas pela Mesa Diretora?

O que estou vendo vai além de uma eleição interna do parlamento. O atual presidente da Câmara não está apenas defendendo um cargo, está se desdobrando para manter o controle absoluto da Casa, agindo como se ela fosse um feudo pessoal. E quem observa com atenção a movimentação política local precisa se perguntar qual é o verdadeiro interesse: presidir a Mesa Diretora ou usar a

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Câmara como trampolim para ser prefeito de Várzea Grande amanhã, já que o vice-prefeito renunciou ao cargo?

A resposta a essa pergunta explica muita coisa. Explica a intensidade dos ataques, explica a pressa em me silenciar antes que a disputa comece de fato, explica por que uma candidatura à Mesa Diretora mobiliza tanta articulação, tanta pressão e tanta produção de narrativas sujas. Não é sobre a Mesa, é sobre o projeto de poder que ela sustenta.

E há algo mais que precisa ser dito: esses ataques não são espontâneos, são coordenados. Chama atenção, inclusive, o envolvimento de um escritório de advocacia de Cuiabá que, de forma estranha, tem demonstrado interesse em minar a atual gestão de Várzea Grande por meio da Câmara. As ligações existem, são observáveis, e, no momento oportuno, serão apresentados os verdadeiros interesses e os envolvidos na lógica do “quanto pior, melhor”.

Mas, se há tanta energia para me atacar, que ao menos parte dela seja direcionada para algo que realmente interessa ao cidadão: transparência. Antes de tentar barrar uma candidatura legítima, que a Câmara abra seu Portal de Transparência e responda perguntas simples. Quantos servidores a Casa possui? Onde estão lotados? Como são feitas as licitações, se é que são realizadas, ou se o que prevalece são as chamadas “caronas”? Eu desafio que esses dados sejam apresentados. Recentemente, um colega solicitou informações formais à Câmara e, até hoje, o silêncio permanece. Por quê?

Essas e outras perguntas seguem sem resposta, mas os ataques continuam, coordenados e pontuais.

Enquanto isso, a população de Várzea Grande, que paga com seus impostos cada sessão, cada salário e cada benefício desta Casa, continua esperando. Esperando por políticas de saúde, de educação e de infraestrutura. Esperando por vereadores que façam política para quem os elegeu, não para si mesmos.

O recado que tentam me enviar é antigo e conhecido: não tente, fique no seu lugar, o poder aqui não se disputa, se herda.
Não vou aceitar esse recado e convido a população de Várzea Grande a também não aceitar, porque, enquanto a Câmara fizer política voltada para si mesma, quem fica de fora é o cidadão.
E essa conta, cedo ou tarde, sempre chega.

*Lucas do Chapéu do Sol é vereador em Várzea Grande e candidato à Mesa Diretora da Câmara.

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