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Cidades Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 09:04 - A | A

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Preço do petróleo sobe 18% e pressiona mercado de combustíveis

Distribuidoras já repassam aumento aos postos mesmo sem reajuste oficial da Petrobras

Rojane Marta/Fatos de MT

O aumento do preço do petróleo no mercado internacional já começa a pressionar o valor dos combustíveis no Brasil. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), mesmo sem anúncio de reajuste nas refinarias da Petrobras, a maioria das distribuidoras elevou os preços de venda para os postos revendedores nos últimos dias.

Segundo a entidade, o movimento ocorre em meio à forte valorização do petróleo no mercado global. A escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou uma elevação significativa nas cotações internacionais da commodity.

De acordo com o Sindipetróleo, o petróleo registrou alta aproximada de 18% em poucos dias, reflexo direto da instabilidade geopolítica que afeta o mercado internacional de energia.

Mesmo sem alteração oficial nos preços praticados pela Petrobras nas refinarias, o impacto já começa a aparecer na cadeia de abastecimento de combustíveis no país.

Isso ocorre porque uma parcela relevante do combustível consumido no Brasil depende de importações. Com o aumento do petróleo e dos derivados no mercado externo, os importadores já passaram a internalizar os novos custos, pressionando os preços praticados pelas distribuidoras.

Com a elevação desses custos, as distribuidoras iniciaram o repasse aos postos revendedores, o que tende a impactar gradualmente o valor pago pelos consumidores nos próximos dias.

Segundo o Sindipetróleo, esse movimento ocorre de forma progressiva, à medida que os postos passam a adquirir novos estoques com preços mais elevados.

A entidade também destacou que os postos não têm controle sobre os valores praticados pelas distribuidoras. A formação do preço final dos combustíveis depende de uma série de fatores ao longo de toda a cadeia de abastecimento, que inclui refinarias, importadores, distribuidoras, impostos e custos logísticos.

O sindicato informou ainda que acompanha a evolução do cenário internacional e os possíveis reflexos no mercado brasileiro de combustíveis.

“A formação de preços ocorre ao longo de toda a cadeia de abastecimento, e os postos revendedores não têm ingerência sobre os valores definidos pelas distribuidoras”, destacou a entidade em nota.eço da gasolina no Brasil

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