A nomeação de Francisco Elcio Lima Lucena para o cargo de superintendente de Políticas Públicas para Mulheres de Rondonópolis foi alvo de críticas da vereadora Mariúva da Saúde (MDB) durante sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira (04.03). Em discurso na tribuna, a parlamentar questionou a decisão do prefeito Cláudio Ferreira (PL) e afirmou que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher.
“Eu não tenho nada contra homem, muito pelo contrário. Mas me chamou atenção o fato de o prefeito Cláudio não ter encontrado uma mulher para colocar na Superintendência da Mulher. Colocou um homem para nos representar”, declarou.
Segundo a vereadora, a escolha levanta questionamentos sobre a representatividade feminina em um espaço institucional criado justamente para discutir e desenvolver políticas voltadas às mulheres.
“Como que um homem vai representar as mulheres? Como que ele vai sentir na pele aquilo que nós mulheres sentimos no dia a dia?”, afirmou.
Mariúva ressaltou que o município possui diversas mulheres capacitadas que poderiam assumir a função, citando profissionais que atuam em áreas como saúde, assistência social e movimentos comunitários.
“Temos tantas mulheres capacitadas em Rondonópolis, mulheres que lutam todos os dias, que estão nas comunidades, na saúde, na assistência social. Por que não escolher uma mulher para representar as mulheres?”, questionou.
Durante o pronunciamento, a parlamentar também cobrou informações sobre políticas públicas voltadas à saúde feminina no município. Entre os pontos levantados estão a realização de exames preventivos e o atendimento a mulheres que aguardam diagnóstico ou tratamento.
“Quero saber quantos preventivos foram feitos no município, quantas mulheres fizeram exame de câncer de mama e quantas estão na fila aguardando atendimento”, disse.
A vereadora também mencionou a proximidade do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e afirmou que o debate sobre políticas públicas para mulheres precisa ir além de homenagens simbólicas. “Não pode ser apenas flores e discursos bonitos no dia 8 de março. Precisamos discutir políticas públicas de verdade para as mulheres”, concluiu.








