O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (22) que a realização de concurso público na saúde estadual depende de avaliação e não tem data. "Se necessário haverá concurso público, nós vamos ao longo do tempo analisando a situação", disse, ao ser questionado durante a sabatina promovida pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) e por entidades do setor, em Cuiabá.
A pergunta veio depois de o governador afirmar que o Estado se especializou em contratar serviços de saúde em todas as complexidades. Ele foi então questionado se isso significava que não haveria concurso. Na resposta, sustentou que o momento é de contratualização e citou dois exemplos: o contrato de gestão do Hospital Central com a Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein e o convênio firmado com um consórcio intermunicipal para o Hospital Regional de Sinop.
"Temos diversos modelos de gestão e, pelo que tudo indica, estamos no caminho certo", afirmou. Segundo ele, os arranjos garantem transparência, controle social e participação dos municípios, e as decisões passam pelos conselhos municipais de saúde.
O contrato com o Einstein foi assinado em abril de 2025, com valor mensal de R$ 34,9 milhões, e dispensou licitação com base no dispositivo da lei que permite a contratação direta de entidades com notória especialização. O Hospital Central foi inaugurado em dezembro, depois de 34 anos de obra parada, e deve realizar 5,4 mil cirurgias, 31 mil consultas e 52 mil exames por ano, integralmente pelo SUS.
Diante de médicos e representantes de hospitais, clínicas e laboratórios, Pivetta também respondeu a questionamentos sobre o histórico de entidades contratadas pelo Estado. "Os contratos que nós temos, até que provem o contrário, são bem concebidos, são contratos justos, com referência de preço", disse. Ele afirmou confiar na equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde e mencionou fiscalização e auditoria rigorosas.
Sobre plano de carreira e remuneração dos profissionais, o governador não deu resposta direta. Falou em ampliar a oferta de serviços e reduzir filas.
Pivetta assumiu o governo em abril deste ano, após a saída de Mauro Mendes (União) para disputar o Senado, e enumerou na sabatina os hospitais construídos desde 2019. "Chegamos em 2019 para fazer a saúde funcionar", afirmou, dizendo que o Estado não tinha infraestrutura para alta complexidade e que todas as regiões terão hospital equipado.
O evento foi organizado pelo CRM-MT, pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindessmat), pelo Sindicato dos Médicos (Sindimed) e pela Associação Mato-grossense de Análises Clínicas (Amac). Também foram sabatinados os candidatos ao governo Doutora Natasha (PV) e Wellington Fagundes (PL), além de candidatos ao Senado. O primeiro turno é no dia 4 de outubro.







