O ex-governador e candidato ao Senado, Pedro Taques (PSB), voltou a disparar contra o adversário Mauro Mendes (União Brasil), na manhã deste domingo (04.10), antes de votar. Questionado sobre as declarações do ex-governador de que não venceria a disputa, Taques afirmou que aceita qualquer resultado das urnas, inclusive terminar nas últimas posições, mas aproveitou para atingir a família do rival, fazendo referência ao suposto risco de prisão dos filhos de Mendes.
“Pode até ser que eu termine em quinto, em sexto. A democracia exige isso. Mas eu vou terminar dando um abraço à minha filha e vou sair com ela para viajar. E minha filha não está correndo o risco de ser presa. Essa é a minha felicidade, diferente dos filhos dele, que estão correndo o risco, por culpa dele, de serem presos”, declarou.
A afirmação foi feita durante uma avaliação da campanha eleitoral, marcada por embates públicos entre Taques e Mendes. O candidato do PSB não apresentou, nessa declaração, detalhes sobre eventuais procedimentos judiciais envolvendo os familiares do adversário.
Apesar das críticas, Taques afirmou chegar ao dia da votação satisfeito com a campanha e disse ter percorrido Mato Grosso apresentando propostas e enfrentando adversários que, segundo ele, demonstram força apenas nas redes sociais.
“Nós caminhamos o Estado todo, mostramos propostas e também mostramos que muitos adversários são adversários só da internet. Mas hoje é um dia de festa. Democracia é um dia de festa. Que o cidadão vote consciente, independentemente de quem votar, mas venha votar”, afirmou.
O ex-governador também fez um apelo à participação popular, destacando que a escolha dos representantes não deve ficar restrita às reclamações sobre a classe política. Ressaltou, ainda, que não pediria votos durante a entrevista para respeitar as regras eleitorais.
Ao comentar seu desempenho nas pesquisas, nas quais não aparece entre os primeiros colocados, Taques relativizou os levantamentos e recorreu ao resultado da eleição municipal de Cuiabá, em 2024, para sustentar que os números apresentados pelos institutos não garantem uma vitória.
“Veja, todos esses institutos davam que Eduardo Botelho, meu amigo, ganharia no primeiro turno a eleição para a Prefeitura de Cuiabá. E ele não foi nem para o segundo turno. As pesquisas mostram o momento. A melhor pesquisa vai sair às 17 horas”, pontuou.
Questionado sobre suas principais bandeiras caso conquiste uma cadeira no Senado, Taques apontou o enfrentamento às organizações criminosas, o combate à corrupção e a defesa das instituições democráticas como prioridades.
“Se for pela vontade de Deus e do povo de Mato Grosso, eu serei eleito. Combate à corrupção, defesa da democracia e combater as facções com muita força. É isso que nós precisamos no Brasil”, declarou.
O candidato também rebateu a avaliação de que teria feito uma campanha tímida em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, somente no sábado (3), participou de uma carreata de cinco horas pedindo votos para o petista.
Taques justificou seu posicionamento citando programas federais na área da saúde, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Mais Médicos e o Agora Tem Especialistas, além da defesa da soberania nacional.
“Eu vou votar pelo Samu, pelo Mais Médicos, pelos Mais Especialistas. Vou votar naquele que defende a democracia. Eu não quero entregar o Brasil para os Estados Unidos. Quero que o Brasil seja livre. Eu defendo o Pix. Por isso estou neste campo”, afirmou.
Sobre a possibilidade de Lula vencer ainda no primeiro turno, o ex-governador avaliou que o cenário é possível, embora reconheça que a quantidade de votos distribuídos entre os candidatos possa levar a disputa para uma segunda etapa.
Independentemente do resultado de sua própria candidatura, Taques garantiu que pretende retomar a rotina profissional já na segunda-feira (5), após cerca de 45 dias afastado da advocacia para se dedicar à campanha.
“Às 8 da manhã eu volto a trabalhar. Eu sou advogado, preciso pagar a conta. Passei muito tempo fora da advocacia, 45 dias. Vou trabalhar normalmente”, concluiu.
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