O julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados pelo assassinato de Raquel Cattani, será realizado no dia 22 de janeiro, no Fórum de Nova Mutum, sob um esquema especial de segurança e controle de acesso. A sessão do Tribunal do Júri será presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da comarca.
Raquel Cattani era produtora rural em Nova Mutum e filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). Ela foi morta a facadas dentro de casa, em julho de 2024. Conforme a denúncia do Ministério Público, Rodrigo Xavier Mengarde, ex-cunhado da vítima, é apontado como o autor material do crime, enquanto Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, responde como mandante do homicídio.
Diante da repercussão estadual do caso, a Justiça determinou medidas específicas para a realização do julgamento. O plenário do júri terá capacidade limitada a 60 pessoas, conforme laudo do Corpo de Bombeiros, o que resultou na restrição de acesso tanto do público quanto da imprensa. A decisão busca garantir a ordem dos trabalhos, preservar a imparcialidade dos jurados e evitar interferências externas durante a sessão.
A cobertura jornalística também seguirá regras próprias. Apenas dez profissionais de imprensa poderão acompanhar o julgamento, com limite de um representante por veículo. O credenciamento deve ser solicitado até a tarde do dia 20 de janeiro, por e-mail, junto à assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Caso o número de pedidos ultrapasse as vagas disponíveis, a definição será feita por sorteio.
Dentro do plenário, ficará proibido o uso de celulares, notebooks, gravadores ou qualquer outro equipamento eletrônico. A restrição vale para o público e para a imprensa, com exceção da magistrada, advogados e servidores que atuam diretamente no processo, em cumprimento a resolução do Conselho Nacional de Justiça. O controle de acesso será realizado pela Polícia Militar, com utilização de detectores de metal.
A captação de imagens e sons será feita exclusivamente pela assessoria de imprensa do Judiciário estadual. Não haverá transmissão ao vivo da sessão, e os registros oficiais do julgamento serão disponibilizados posteriormente aos veículos credenciados. Atualizações em tempo real deverão ocorrer fora do plenário, sem atividade jornalística no interior da sala de julgamento.










